As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

Minha Equipe

Doenças

Medicamentos

Psiquiatria Infantil

Psicoterapia e Terapia Ocupacional

Neurologia

Perguntas, Respostas

Indicador de Profissionais não da Equipe

Estimulação Magnética (TMS)

Depoimentos

Mande perguntas, depoimentos

Mande sua opinião

Cadastrar Colegas

Hospitais e Clínicas

Laboratórios de Análises Clínicas

Laboratórios Farmacêuticos

Livros Médicos

Artigos Científicos

Tratamentos gratuitos

Índice Alfabético

Links

Cuidado com falsos médicos

Elogios e críticas

Transtorno de personalidade Borderline. Abuso infantil.

Perguntas, respostas e depoimentos sobre Transtorno de Personalidade Borderline e seqüelas de abuso na infância

Pág 1 P 2 P 3  P 4 P 5 P 6 P 7  A importância da Psicoterapia

Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

P: Aos 8 anos de idade, ainda uma criança eu fui abusada sexualmente. Meus pais sempre me trataram com muito amor e carinho. Tanto é, que por segurança me colocaram em um colégio particular para inibir qualquer problema que poderia ocorrer. Eles não tinham condições de sobra para tanto, mas batalharam muito para poder dar-me um estudo digno.

Sempre freqüentávamos (eu, meu irmão e primos) a casa de meus tios. Eram duas pessoas, não tinham filhos e viviam sozinhos. Morávamos perto, então visitávamos com freqüência a casa deles. Meu tio sempre brincava conosco de esconde-esconde, pega-pega, e em muitas brincadeiras ele se deitava, nós subíamos em cima dele (inclusive tenho até uma foto assim). Para mim, era tudo normal. Em 1985, com 8 anos de idade, em uma dessas brincadeiras, no andar de cima da casa dele, meu tio fui corria atrás de todos nós. Enquanto meu irmãos e primos escondiam-se no quarto de casal deles, ele correu na minha direção no quarto oposto e eu caí na cama e assim ele foi pra cima de mim e alí iniciou o começo de tudo. Foi rápido. Lembro-me como se fosse hoje. Lembro que doía muito, mas achava que era normal, sei lá... sinceramente, nem sei o que passava na cabeça. Foram mais alguns dias nessa tormenta. Comecei a sentir medo de ir lá e quando ía tentava ficar perto dos meus primos e irmão para não acontecer de novo.

Lembro-me quando meu pai levava eu e meu irmão para andar de bicicleta eu sentia muita dor. Mas mantive o silêncio. Mesmo sem conhecimento e ainda criança, acreditava a cada dia que aquela atitude dele não seria correta. Mas tinha medo de contar aos meus pais com medo deles brigarem, criarem alguma confusão em família. O melhor seria manter comigo este segredo.

Fiz uma experiência, caso minha mãe mantivesse o silêncio eu contaria tudo pra ela. Então, contei que meu primo (mesma idade) passou a mão nas minhas nádegas.... Éramos crianças e ao meu ver não havia malícia nesta brincadeira. Mas de supetão, acredito que também para ela foi um choque, ela comentou com toda família o que criou um clima extremamente desagradável. Minha mãe não tinha muita paciência e temendo-a, escondi minha dor. Decidi então não contar jamais a ninguém. Guardei pra mim por quinze anos só comigo. Depois, em um momento difícil da minha vida me abri com um amigo, quase irmão. Depois de mais alguns anos, falei para uma grande amiga e atualmente contei ao meu irmão. Hoje tenho trinta anos.

Confesso que de início, só doeu no corpo. As dores da alma e da mente originaram-se com o passar do tempo. Guardei este segredo por 15 anos. Entrei em crise e acredito que devo ter tido uma depressão.

As pessoas não souberam o que aconteceu comigo. Até porque era uma coisa do passado. A situação ficou insustentável. Minha vida tornou-se um inferno. Eu tento mostrar que sou feliz, ou melhor, me ligo às pessoas que são importantes pra mim como meus pais, minha família, meu noivo. Mas muitas vezes vem a tona e eu acabo me destruindo com o meu passado. Meu noivo não sabe disso e temo em contar-lhe, não sabendo qual seria a sua reação.

Analisando hoje, de forma adulta, percebo todos os erros que foram cometidos em relação a minha segurança, na época do ocorrido. E depois, os novos erros, na época em que surtei com este segredo. Fui uma adolescente amarga.

Tenho sonhos que foram destruídos por um canalha que me fez sofrer estes anos todos. Sonhos que foram parcialmente destruídos por eu sustentar esse segredo. Me culpo por ter deixado minha tia morrer sem sequer saber dos atos do homem com quem ela casou-se. Sonhos que aborto, cada vez que entro em parafusos. Quero esclarecer que não sou louca. Só fico muito desiludida com minha solidão e as vezes faço coisas que as pessoas acham errada. Às vezes eu não acho. As vezes fico muito triste e choro sozinha. Tem dias que preferia estar morta. Digo uma coisa: o estupro mata. Eu sou uma morta viva. Sinto-me morta sempre que olho para o espelho. Evito este inimigo, que mostra dentro de minha alma. Dele não consigo esquecer minha tristeza.

Hoje tomei coragem e vou iniciar uma terapia psiquiátrica. Vou acreditar que dará certo. Gostaria de saber se eu devo ou não contar ao meu noivo. Tenho medo, muito medo de tudo.

R: No decorrer dessa terapia (que você fez muito bem em começar), você vai concluir se deve contar para seu noivo.

P: ... o namorado está desesperado, com depressao, apesar de estar tomando Cymbalta ...

R: Não existe depressão que ataque num domingo e desapareça na segunda. Pelo que você informa, a namorada apanha do irmão mas fica pelada na frente dele, apanha da mãe e carrega pianos para ela (e a idolatra), apanhava do antigo namorado mas foi morar com ele. Fica sem ver o namorado uma semana, mas quando vão para o Motel ela nao quer ter relacoes sexuais com ele. Essa família tem uma constelação borderline, só que ele aos 23 anos não tem condições de administrar uma namorada borderline. Se ele ouvir essa palavra vai pesquisar na Internet e já vai achar que ela foi abusada (talvez até tenha sido, só que ele não vai saber o que fazer com isso). O melhor é fazer ele perceber bem objetivamente o tipo de namorada (e respectiva família) que ele tem.

Gostei muito dessa páginas e pude tirar várias dúvidas sobre o meu comportamento, já que sofri abuso sexual na infância. Gostaria de saber de mais depoimentos e coisas sobre o assunto, acha que saber q não aconteceu só conosco ajuda amenizar a dor.

lá tenho 19 anos ,aos 18 sai de casa e fui morar com um garoto, que alto se mutila só se veste de preto foi abusado quando era criança, não come ou usa roupas ate mesmo encosta em algo que venha do animal (carne, pele...)ele tem cicatrizes enormes no corpo por q ele faz em casa gilete não vai até um local para levar ponto, ele dizia sempre muito apaixonado por mim e um dia terminei com ele e ele tentou suicídio e foi salvo no ar no ultimo andar da galeria do rock em sp, hoje ele faz facu e tem planos futuros ,mas comigo ele é agressivo em palavras, estúpido egoísta, nunca me bateu e eu tbm nunca aceitaria, hj penso em sumir de sua vida mas temo pelo suicídio ,ele me faz promessas sempre q digo q irei embora ,mas nunca muda e me sinto cansada não durmo direito, não me sinto disposta a nada me sinto angustiada sinto fortes vontades de mata-lo ,me acho doente pois me masturbo constantemente com a coberta desde muito tempo(12anos)tenho sonhos eróticos com meu irmão e com meu pai ,mas bem mais com meu irmão e tenho muita vergonha disto e tento não sonhar, já namorei c meninas e sempre que me relaciono com alguém seja homem ou mulher eles sempre parecem ou com meu pai isso pelo menos na minha cabeça ou com minha mãe ,prefiro mulheres elas nos entendem melhor ,mas sou orientada sou recém formada como auxiliar de enfermagem, mas ainda não trabalho na area e me formo daqui a 3 meses em técnica em enfermagem. preciso de ajuda....... 

P: Tenho 2x anos. Sofri abuso sexual na infância, dos 6 aos 11 . Desde essa época tenho depressão. Bem, nessa fase e na adolescência foram episódios depressivos, meio como fossas. Quase sempre deprimida, com algumas fases de melhora. Com 18 anos, qdo entrei para a faculdade, isso se agravou. Tentei suicídio aos 19 e fiz terapia logo após. Melhorei um pouco, mas abandonei.  Crises de enxaqueca muito fortes, e aos 21 procurei um neurologista, que diagnosticou depressão. Receitou-me Stelapar nº1, o que me fez melhorar rapidamente. Passei uns 6 meses bem, até que as lembranças voltaram. A dose aumentou, e voltei para a psicoterapia, meio "light". De forma menos pior, mas os pesadelos e as recordações continuavam. Talvez por minha culpa, que achava aquilo "normal". Já pesava uns 85 kg, mais ou menos (até os 19 anos a média era 60). Decidi procurar outros tratamentos, como cromoterapia, shiatsu, homeopatia. Até chegar à terapia de impacto, já com 22 anos. Foi muito difícil e doloroso o tratamento, mas dei uma guinada. Para organizar (ou não): entrei em XX com 17, abandonei aos 18, no mesmo ano entrei em YY e abandonei aos 21. Trabalho desde os 19, sempre em ocupações diferentes, "bicos", mas nada que conseguisse levar adiante. Nessa guinada, passei mais ou menos um ano bem. Emagreci muito (cheguei a 68 kg), dei uma virada na vida pessoal, em relacionamentos -- não tinha mais amigos, porque eu os abandonei. Voltei a morar fora em 9x, consegui transferência da faculdade e. . . a depressão voltou. Larguei tudo de novo, trabalho, escola, amigos. Dessa vez, melhorei rápido. Emagreci mais (65 kg). Passei a morar na casa dos meus pais, mas a curtir amigos e sair direto. Logo depois, depressão de novo. Dessa vez, foi forte, voltaram as idéias de suicídio. Tomava dois Stelapar e dois Parnate por dia. Passou. Ano passado, voltei pra faculdade. No meio do semestre, ela de novo. Overdose de calmantes em xx. Abandonei tudo outra vez. Três Stelapar e três Parnate. Claro que melhorou. . . logo depois, voltou de novo, mais leve. Desde xx até xx (99), 73 kg. Passei o verão hiper bem, entrei em XX aqui na minha cidade, voltei a fazer meus cursos, dar aulas, último semestre de XX, notas altas, teste para o xx em novembro próximo e depressão outra vez e abandono tudo. Tudo que faço, sempre abandono no meio, a não ser o que é feito durante o verão.  Desde 9x, (1º de faculdade), há datas para isso acontecer. Sempre por volta de abril e outubro. Aconteceu de ter ano que passei direto deprimida. Mas não é a regra. Qdo terminei a terapia de impacto, já não tinha mais lembranças "incômodas". Claro que não me sinto bem lendo Notícias Populares. Mas, elas não voltaram. Nas últimas vezes, elas (crises de depressão) apareceram do nada. A psicóloga tb acha isso muito estranho, e não vê o porquê de eu ter essa recorrência. Adoro verão. Sempre que vou para praia, durante a depressão (normalmente inverno), melhoro, seja a crise que for. Importante: os aumentos de dosagem foram feitos só durante as crises. A dose normal é uma por dia. E sinto-me bem com ela. Só que Stelapar parou de ser vendido mês passado. Portanto, parei de tomar (por conta própria). Como já disse, cansei. Nunca ouvi falar nada sobre depressão em épocas do ano. Até que hoje, li em sobre a Depressão Sazonal. Isso pode ter a ver comigo?  Pode parecer ridículo eu rezar essa ladainha só para ter a resposta disso. Mas para mim, é muito importante. É uma possibilidade de cura que tenho. Já fui procurar uma nutricionista esse mês, comecei uma dieta que não me obriga a nada, emagreci 3 kg, busco levar a vida da melhor maneira possível. Não perco a fé. Não acho que seja deprimida. Nem meu  médico, nem minha terapeuta, muito menos minha família. 

OK, vamos do mais simples para o mais complicado:
1)
Depressão Sazonal existe sim.
2) Existem muitos tipos de Depressão. Algumas costumam voltar, outras não. Algumas exigem tratamento constante, outras não. 
3) Mas o principal da sua história, é que quando existiu abuso, deve-se sempre pensar se ele tem a ver com as Depressões ou não. Se existe relação, essas Depressões exigem psicoterapia além da medicação. 
4) Se houver relação com o abuso, os medicamentos não costumam funcionar muito bem se não houver uma psicoterapia junto.

OI eu não sei bem se tenho transtornos do pânico, que acontece comigo e que sofri abuso sexual quando tinha uns 4 anos, ou ate menos, pelo meu padastro, minha irmã via, e tb acontecia com ela, eu não falava nada pra ninguém, queria muito, mais minha irmã tinha medo, e como ela eh 4 anos mais velha eu, eu ia pela opinião dela. Me lembro dele me pegar no colo muitas vezes e me molestar ate doer e doer e eu tentar gritar, ele dizia: se vc contar para seus pais eu mato eles...o pior de tudo eh que meu pai estava no mesmo lugar e ele não via, pq ele tinha todos os "truques" para esconder, ninguém nunca descobriu ate eu contar pra minha mãe aos 16 anos, na época em q a dor antiga me sufocava, apertava a alma...com tantos pensamentos confusos e sem solução...Apenas minha mãe e algumas pessoas sabem. A esposa dele, minha tia se separou dele logo após saber, ela não acreditava no começo, me chamou de louca, mais depois viu q era verdade pq minha irmã contou, e uma outra menina tb, q nem fazia parte da família, era apenas filha de amigos dos meus familiares contou tb. Meu pai faleceu qdo eu tinha 8 anos ,e achei melhor não contar para meus tios e meu avô pq não sei oq fariam com ele, minha família eh muito rigorosa e honesta...Não lembro de todas as vezes que sofri abuso, sei q foram muitas, e apesar de criança demais sabia q aquilo não era certo, e q sempre continuava. Assisti um filme de tarde em minha casa nessa época, me lembro de estar sozinha na sala e no filme mostrava o pai molestando a filha, nunca me esqueço desse dia pq eu via aquela menininha em mim, e eu chorei tanto e pensava em tantas coisas...sentia vontade de gritar pra todo mundo ouvir, eu já tinha uns 7 anos, morava em Bauru. Qdo mudei para Sao Paulo, pela morte do meu pai tudo isso acabou, a parte física, mas a emocional ficou marcada em mim, como uma parte de mim q foi embora junto com meu pai, e outra parte q se foi com a minha dor, algo q se foi e nunca mais irá voltar, a pureza e a inocência q toda criança deve ter. Hoje tenho 20 anos, assim como a minha irmã, eu consegui esquecer esse trauma, olhar pra frente, esquecer o passado negro e so lembrar da coisas boas, como quando meu pai me disse q eu era a filhinha do papai e q me amava muito...Tenho uma boa cabeça, não me revoltei por isso nem ao menos quis estragar minha vida, pelo contrário, acabei adulta cedo demais, já namorei, não uso drogas, acredito em Deus, sou uma pessoa maravilhosa, minha auto-estima esta ótima, amo minha família, meus amigos verdadeiros e sei q meu futuro sera maravilhoso, pq eu mereço! Aprendi muitas coisas com a vida, isso sei q não me ensinou a nada, porém consegui ser forte, assim como acho q as pessoas q passaram pela mesma coisa q eu deveriam pelo menos tentar ser! As únicas coisas q tudo isso deixou foi o medo q eu tenho em confiar nas pessoas...mais com o tempo espero poder mudar isso. Foi muito bom desabafar aqui, pude escrever coisas q nunca falei a ninguém, eh só! paz e amor a todos*

Google

Borderline Perguntas, respostas, depoimentos: Pág 1 P 2 P 3  P 4 P 5 P 6 P 7  A importância da Psicoterapia

 

Se comprar clicando aqui você está ajudando este site a ajudar mais pessoas. 

Dr Rubens Pitliuk  Minha Equipe  Doenças  Medicamentos  Psiquiatria Infantil  Psicoterapia e Terapia Ocupacional  Neurologia  Perguntas, Respostas  Indicador de Profissionais não da Equipe  Estimulação Magnética (TMS)  Depoimentos  Mande perguntas, depoimentos  Mande sua opinião  Cadastrar Colegas  Hospitais e Clínicas  Laboratórios de Análises Clínicas  Laboratórios Farmacêuticos  Livros Médicos  Artigos Científicos  Tratamentos gratuitos  Índice Alfabético  Links  Cuidado com falsos médicos Elogios e críticas