Mental Help:Psiquiatria,Neuropsiquiatria. Psychiatry
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Dr Rubens Pitliuk

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Medo de desmaiar, falta de ar, tontura, pernas bambas, tudo isso pode ser Síndrome do Pânico, que na maioria das vezes tem tratamento fácil

 Transtorno do Pânico: depoimentos

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Boa noite. Antes de mais queria agradecer pela excelente página que aqui tem. Queria já agora deixar os meus comentários e dar força a todas as pessoas que estão no nosso caso. Tive o meu primeiro ataque de pânico ainda muito jovem. Tinha eu uns 16 anos. Praticava Hockey e uma vez no treino comecei a ficar tonto, sem razão aparente. O meu treinador, mandou-me descalçar os patins, e durante duas semanas, treinei sem patins. Resultou. Passou tudo apenas por enfrentar o medo. 5 anos depois (aos 21 anos), estava na universidade e, ao ir para casa de carro (eu a conduzir), começaram as minhas mãos a suar bastante, a ficar tonto, falta de ar e o coração muito acelerado. Entrei em pânico. O que estaria a acontecer comigo. Não disse nada a ninguém a pensar que poderia ter sido qualquer coisa que tinha comigo!? Nos dias seguintes exactamente a mesma coisa e, quando estava em sítios muito abertos, acontecia-me o mesmo. Relacionei logo ao que me tinha acontecido quando era mais novo. Um ano mais tarde, deixei a universidade, mudando-me para uma mais próxima de casa e continuei os meus estudos, sofrendo do mesmo problema mas, uma vez que estava mais perto de casa, os ataques tornaram-se mais pequenos e simples de lidar. 6 anos depois destes ataques mais fortes, tinha agora 26 anos, comecei a ter os ataques novamente mais fortes. Fiz exames ao coração, fiz TAC à cabeça, fiz electroencefalograma, etc. Pesquisei na internet e encontrei o que se passava comigo. Ataques de Pânico. Fiquei mais contente, uma vez que não estava "sozinho" no mundo com este problema. Fui então a um psicólogo e um psiquiatra. No psicólogo, expliquei o que se passava comigo, sem lhe dizer o que achava que era, e ele chegou à mesma conclusão que eu. DIsse-me então que este "nosso" problema, com medicação passava. Aconselhou-me uma psiquiatra que me receitou dois medicamentos. Apesar de já ter este problema à cerca de 6 anos, um mês depois estava muito melhor. Já parei a medicação à 5 meses e agora parece-me que está a voltar. Ainda tenho uns medicamentos que ela me receitou em caso de ataque. Mete-se debaixo da lingua, deixa-se a saliva fazer o resto e PUFF, desapareceu :)

depois das cervejinhas..e um pouco de vodka, estava tonto já. Foi quando cometi a maior burrada de minha vida, experimentei a maldita maconha. Como nunca tinha fumado em minha vida, não sabia tragar então meus “amigos” fizeram a dita “piruana”..quando inalei aquela fumaça toda não me deu nada, então desisti e fui beber mais vodka, (também não estou acostumado a beber) quando der repente comecei a sentir uma sensação horrível, muito estranha, eu era dono de uma metade de mim só, sabia o que estava fazendo mas não conseguia parar, fiquei correndo uma hora, para ver se passava o efeito da droga, era única coisa q pensava no momento. Após 4 horas de ter inalado a maldita maconha, comecei a melhorar, fui para casa, mas não consegui dormir, no outro dia me acordei lerdo, muito lento, meus movimentos estavam péssimos, lerdo de mais mesmo. A partir desse dia quando começava a escurecer sentia minha visão péssima, pensava q tinha me afetado a visão a droga, a partir desse dia as coisas mudaram, pois minhas noites eram terríveis, não conseguia dormir pensando q podia me dar alguma coisa por causa da droga, estava apavorado, prometi para mim q nunca mais iria chegar perto de qualquer droga. Depois de duas semanas sem conseguir dormir direito, preocupado, fui me deitar para dormir, e comecei a “sair do meu corpo“, parecia q eu estava a 200metros do meu corpo, comecei a ficar nervoso, meu coração parecia que ia sair pela boca, então chamei meus pais e me levaram a nosso convênio médico, não deu nada nos exames, me disseram q estava com síndrome do pânico, então esclareci para meus pais o que tinha acontecido, me deixando mais aliviado, mas mesmo assim os sintomas não desapareceram. Fui em uma psiquiatra ela me receitou Anafranil, mas tive quase todos os efeitos colaterais, então passei a tomar Sertralina e frontal para dormir, não me adaptei com frontal, então parei de tomar seguindo somente com a Sertralina e escutando músicas de terapia para dormir. Melhorei bastante mas não me sentia uma pessoa 100% normal, mas achava q era frescura minha. Disse para minha psiquiatra depois de dois anos que queria parar com a medicação pois me achava melhor, não sentia mais necessidade, mas se passaram 2 meses e volto tudo não conseguia dormir ficava com medo de sentir tudo de novo, então voltei a tomar Sertralina por conta própria.. No outro dia estava na fila do banco e senti meu coração palpitando de mais. Parecia q ia morrer, muita falta de ar, subiu uma pressão na cabeça, novamente fui ao convênio medico e não deu nada nos exames. Até hoje me sinto longe de meu corpo. Não tenho minha visão 100%..fui no oculista, ele disse q minha visão estava perfeita, sinto também muita palpitação no coração, tenho medo de sentir tudo q senti no banco..medo de sentir o que tive a dois anos atrás. estou sempre triste, sem vontade de viver. queria sabe se esses sintomas todos são mesmo da síndrome de pânico..??li todos os depoimentos e nenhum dizia sobre visão embaçada..estou preocupado. parece q nunca mais vou ser feliz...voltar ter uma vida normal..!!

Tenho pânico ha uns 10 anos, mas agora to numa crise que já dura 1 ano. Isso afetou muito minha vida, não trabalho mais, não tenho uma vida social. Tomo medicação, Remeron e Rivotril. Mas de uns 2 meses pra cá tenho tido crises horríveis e o pior de tudo, não como mais nada com medo de me engasgar, como só coisas pastosas e líquidos. Isso me assusta bastante e esta me deixando muito deprimida. Minhas crises são com quase todos os sintomas citados nesse site. Saio totalmente do ar, esqueço ate o que falei durante a crise. Vou ao psiquiatra pra fazer o tratamento com medicamentos e já fiz terapia com psicóloga.

Meu nome é I., e gostaria de registrar nesta pagina o quanto sou feliz. Tive Síndrome do Pânico, e me tratei com a psiquiatra Dr.ª RENATA. No inicio sofri bastante, muito especialistas não estão em condições de nos tratar isso é uma realidade, mas graças a DEUS encontrei esta médica, hj estou curado e podem acreditar tem cura sim, podemos voltar ao normal, andar, dirigir... fazermos tudo com era antes, basta seguir o tratamento, não desistir após surgirem os efeitos colaterais, eles passaram podem acreditar, e aiiiii é só felicidade. HJ não tomo, mas nenhuma droga e levo minha vida tranqüila e muito, muito feliz. Aos amigos que ainda estão na luta, desejo a vcs tudo de bom e muita força, isso passará não desistam nunca jamais continuem. Um grande abraço em todos e muita paz

Tudo começou no ano de 1986 quando houve as primeiras eleições aqui em Brasília. Eu estava eufórica, ansiosa por votar. Na Seção onde votaria havia um fila imensa, esperei muito tempo até chegar a minha vez. Quando se aproximava a minha vez, comecei a sentir algo estranho, uma taquicardia, meu coração disparou de repente e as mãos começaram a tremer...tremia tanto que quase não consegui assinar o comprovante de votação. Foi horrível, me senti humilhada e a partir desse dia, não pude assinar mais nada e nem escrever na frente de alguém, fugia de restaurantes, de bancos. Com o tempo consegui superar até que mudei de local de trabalho e passei a trabalhar com público, onde era necessário escrever na frente de quem estava atendendo...tudo voltou de novo e com maior intensidade. Pelo fato de eu ser evangélica, achava que poderia estar possuída por demônio, que precisava orar mais. Mas nada adiantou. Fiquei sentido tudo isso por 14 anos, sem contar à ninguém, às vezes melhorava, passava um tempo bem depois voltava tudo de novo. Dependia muito de quem atendia, se fosse uma pessoa de terno, aí é que eu tremia. As pessoas faziam comentários e eu ficava constrangida. Comecei a sentir rubores na face, no pescoço, no colo, de uma tal maneira que meu rosto queimava. As pessoas me perguntavam se eu tinha tomado sol por estar tão vermelha. Esses comentários eram horríveis para mim, vivia toda hora diante de um espelho para verificar se estava vermelha. Quanto maiores eram os comentários, pior eu ficava. Procurei uma psicóloga evangélica, mas nada resolveu. Até que no ano de 2000, resolvi procurar um cardiologista, porque psiquiatra eu não aceitava, achava que era para doido... na minha primeira consulta tive uma crise de choro...meu médico me fez várias perguntas e diagnosticou meu caso como depressão. A minha sorte é que ele também é psiquiatra e também pastor evangélico. Me perguntou porque eu nunca procurei ajuda...e eu disse que achava que era obra maligna. Ele me falou que por isso muitas pessoas não procuram ajuda psiquiátrica. Mas tudo o que eu estava sentido era por causa da dosagem baixa de Serotonina no cérebro. Saí de lá medicada, tomando 6mg de Fluoxetina, minhas consultas eram de 15 em 15 dias, melhorei completamente, tomando 40mg de Fluoxetina. Mas em 2001, tive que interromper com a Fluoxetina, porque tinha engravidado. Passei a tomar um outro natural, não me lembro o nome. Depois da amamentação, voltei a tomar novamente a Fluoxetina 40mg. Não sei porque comecei a sentir tremores nas mãos, ele me informou que a Fluoxetina já não estava resolvendo e me passou o Citalopram de 12 em 12 horas. Estou me sentindo melhor. Quero dizer a todos que passam por esses problemas que procurem um especialista, um bom psiquiatra...você pode voltar a sorrir novamente.

Tenho Síndrome do Pânico, mas ela não me tem (MAIS)! Sofri quase toda a minha vida de SP mas felizmente a uns 6 anos atrás comecei a me tratar gratuitamente no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Cheguei lá chorando desesperada, tinha 6 ataques de pânico por dia, ficava sempre engatilhada para ter o ataque. Minha vida e de meus familiares se tornou um inferno e super limitada. Eu tinha medo de tudo e evitava todas as situações e lugares onde eu havia tido crises. Meu marido e filhos achavam que eu inventava as crises para chamar a atenção deles. Minha mãe sempre teve crises de SP e morreu a 22 anos atrás sem encontrar um tratamento adequado, pois os psiquiatras da época não diagnosticaram a SP. Alguns psiquiatras que consultei disseram para mim e para meu marido que eu queria imitar a minha mãe, que a mãe boa havia falecido e eu queria ser a mãe má. Sofri e penei até chegar no Hosp. das Clínicas. Desenvolvi todas as fobias possíveis associadas a SP. Felizmente há 3 anos tomo Cloridrato de Sertralina e estou enfrentando a minha Agorafobia: já viajei de avião sozinha, consigo atravessar túneis e passarelas, entrar em elevadores e subir "ainda" só até o 10 andar, e já consigo entrar em Shoppings Centers. Tenho 61 anos, estou bem disposta e animada, tentado recuperar o tempo perdido de quando eu não era dona de mim e dependia dos outros para tudo. Estou há mais de um ano sem ataques e sem sintomas, mas vou tomar a Sertralina para o resto da vida se precisar. Tenho Prolapso da válvula Mitral, minha mãe também tinha. Meu irmão mais velho também já teve ataques de pânico, já li que é hereditário, mas espero que nenhum dos meus filhos desenvolva essa doença. Infelizmente faz um ano que meu marido está sofrendo de DISTIMIA. Já trocou de psiquiatras e de medicamentos mas parece que não estão fazendo muito efeito para ele. Tenho dado muito apoio, pois sei muito bem como ele deve se sentir. Digo sempre para ele ter paciência, tomar os remédios direitinhos, reagir pensando em coisas positivas e esperar pela "cura" como aconteceu comigo. A SP não mata mas maltrata muito!

Gostaria de deixar meu depoimento aqui neste site pois foi no mesmo que descobri a minha doença: Transtorno do pânico. Comecei a sentir as crises no ano de 2003. Esse dia está marcado para sempre em minha vida, o qual nunca esquecerei. Estava no meu trabalho, era um dia de sábado. Já eram mais ou menos 13 hs quando senti calafrios, comecei a suar, o coração disparou, minhas mãos ficaram trêmulas e meu corpo todo formigava. As pessoas ao meu redor ficaram assustadas, pensaram que eu estava com pressão baixa. Quem dera se fosse só isso. Imediatamente, ao aumentar os sintomas, minha chefe me levou para casa pensando que eu fosse melhorar. Que nada. Lá foi que eu achei que fosse morrer. Pedi minha esposa para chamar alguém que me ajudasse pelo amor de Deus. Pensei que não fosse suportar. Gritava que ia morrer. Quando finalmente apareceu a ajuda. Entrei correndo no carro. Chorava tanto pensando que meu fim estava próximo. Ao chegar no hospital, me levaram de cadeira de rodas, para um leito. Bati um ECG, tomei soro, fiz teste de glicemia. Resultado (da "doutora", é claro): você está com diabetes. Quase desmaiei com esse diagnóstico. Mas, fazer o que? Perguntaram-me se estava bem para ir para casa. Mas ao entrar no carro começou tudo de novo. E imediatamente fomos para outro hospital. Lá chegando os sintomas aumentaram mais e mais. Quase desmaiei a espera do médico. Quando consegui ser atendido, me deram mais soro. Fiquei até às 22hs no hospital. Mas não acaba por aí. Minha vida se modificou por completo. Fiz uma bateria de exames aos quais todos já devem saber: ultra-sonografia, sangue, RX, urina, fezes, etc. Vários foram os médicos que procurei: Clínico geral, cardiologista, otorrinolaringologista. Tudo em vão. Foi quando num "belo dia", em meio a uma crise fui a outro hospital. Dessa vez o médico me disse o que eu não acreditava que pudesse ser: Você deve procurar um psiquiatra. De supetão logo respondi a minha chefe que mais uma vez havia me levado ao médico: "Eu não tou nem doido". Mas era isso mesmo que devia ter feito durante 7 meses. Por isso eu peço a vcs que tem a chance de ler esses depoimentos antes de ter alguma crise que não brinquem com isso por que é sério. Espero que vcs tenham mais sorte do que eu tive e procurem logo um psiquiatra para ajudar-lhes. Hoje estou me tratando com Frontal e Amytril os quais estou me adaptando ainda. Mas já tomei Anafranil, Fluoxetina, e não me dei bem. Por isso minha psiquiatra mudou. Gostaria de manter algum contato com alguém que tem transtorno do pânico para nos corresponder e trocar idéias. Quem sabe não podemos nos ajudar. Um forte abraço a todos vcs e que Deus nos ilumine para podermos viver mais felizes.

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