| Doença
psiquiátrica ou neurológica de criança
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P: Dr. minha filha tem 6 anos e a
alguns meses apresenta "manias" com o cabelo (como não poder estar um
fio fora do lugar qndo prender), implicância com costuras de meias, de roupas,
etiquetas, golas assim como irritabilidade grande com tarefas escolares (apaga várias
vezes), ou algo que ela queira fazer e que não tenha sucesso perfeito; que
está gorda (ela esta magérrima pois tbm não se alimenta direito) na hora do
almoço os alimentos tem que estar ordenados um do lado do outro no seu prato
nada pode estar em cima do outro como caldinho do feijão em cima do arroz nem pensar! Fala
que quer morrer, e que é amiga de Deus e que ele quer q ela vá morar com ele.
Não sei mais o que fazer pq essas manias tem se tornado cada vez pior, tirando
o sossego de todos daqui de casa, dorme mais do que antes e quando esta acordada
fica agitada, canta e quando não esta cantando está falando ou fazendo
barulhos com a boca. Os dias piores são dias de semana que ela tem que ir p
escola todo dia aquele choro e irritabilidade e ar de superioridade sem ter um
pingo de medo. levei ao psiquiatra que quer lhe medicar afirmando que é TOC,
tenho medo da medicação tenho mais alguma alternativa?
R: Na criança pequena, o sofrimento psíquico pode assumir diversas formas. No caso da sua filha, você conta sintomas da natureza do TOC, mas também de depressão. De qualquer forma, há um grande prejuízo para ela e não acredito que apenas a psicoterapia pudesse atuar sozinha neste momento. Não precisa ter medo das medicações. Desde que haja uma indicação correta, elas poderão ajudá-la neste momento, fazendo com que o custo/ benefício ao longo do tempo, para o desenvolvimento da menina seja bastante positivo. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni P: O seguinte diagnóstico foi dado, a uma adolescente de 14 anos, e que teve uma única vez uma convulsão com movimentos na face que se queixa freqüentemente de dores de cabeça 'EEG digital com ritmo base - Regular . simétrico. freqüentes paroxismos em região temporo-pariental na esquerda com repercussão contra-lateral. Conclusão - 'EEG digital mostrando atividade irritativa em região temporo-pariental na esquerda com repercussão contra-lateral gostaria muito de saber o que isso significa? obrigada. R: Cara Paula Como a paciente teve uma crise convulsiva o EEG revela que existe um foco de irritação que é o provável fator desencadeante. Como é uma atividade irritativa localizada será conveniente fazer-se uma tomografia da cabeça. Às ordens Abram P: Uma criança de 03 anos, iniciou tratamento com Tegretol, em fevereiro/2008.O primeiro episódio a criança, virou os olhos e depois ficou desacordada por volta dos 05 a 10 minutos e se repetiu novamente dentro de 15 dias. Depois de ter iniciado o medicamento ela passou a desenvolver crises focais, com vários soluços durante o dia, crises de ausência. Foi feito a tomografia, que deu negativo e depois o Eletroencefalograma que também não acusou nada. Devido a intensidade dessas crises focais, ele internou no Hosp. Felício Rocho em BHTE, no núcleo de epilepsias, e fez o exame específico e durante o exame foi constatado que ele deu 54 crises, em um só dia. Aí foi introduzida o Urbanil. Mas as crises continuaram, segundo estudo da medica, que é neurologista e epileptologista, baseado no exame, ela diagnosticou como síndrome de doose, infantil. A medicação esta sendo mudada para Depakene, mantendo o Urbanil e retirando o Tegretol. Mesmo com essa mudança, as crises continuam. As crises iniciais, ele não teve mais, mas as crises de ausência e as focais é direito, o que vem impedindo de ter uma vida normal como outras crianças. Parto normal, gravidez tranqüila, tem um tio paterno que teve epilepsia na infância. Toma a medicação regularmente, nos horários, mas nada adianta. Ela disse que certamente vai ter que ser trocada novamente a medicação. No dia ele costuma ter 20 crises focais e agora ele esta começando a perceber e mudar de comportamento quando ele volta, começa a rir muito alto. Não conversamos perto dele, muitas das vezes, fingimos não ver as crises, quando ele acorda bem disposto, mandamos na escola, que é nossa parceira, mas é uma luta. Estamos no caminho certo, o que você nos orienta, nos sugeri, já solicitamos avaliação do Hospital das clínicas, neurologia infantil, que disse que o tratamento esta correto, mas disse que a criança não pode continuar tendo crises, tomando tanta medicação. O que fazer? A médica que esta nos acompanhando é muito atenciosa, preocupada, sabe da situação e até ela fica balançando com a resposta dada a medicação. R: Cara Flavia As respostas aos medicamentos são muito particulares. Como continua a apresentar crises o esquema terapêutico não está sendo eficiente, portanto outros medicamentos deverão ser acrescentados e/ou substituídos. Às ordens Abram Meu filho de 4 anos tem tumor no SNC. Submeteu-se a craniotomia, mas o tumor (Glioma grau I) é inoperável, em tratamento quimioterápico há 1 ano. Tem duas válvulas para corrigir hidrocefalia decorrente do tumor. Ainda assim, hj leva vida normal, dentro do possível. Toma Gardenal (65 gotas) diariamente. Desde início do tratamento temos tido dificuldades com seu comportamento. Ele sempre foi excessivamente ativo, desde pequenino que não para, parece elétrico. Os médicos que o acompanham desconfiavam q efeito do Gardenal pode aumentar tal hiperatividade. Foi ministrado cafeína p/ amenizar efeitos do Gardenal. Continua elétrico e às vezes a agitação é tamanha parecendo em transe, como se nem estivéssemos falando com ele. Seria o momento de se trocar o Gardenal? É que tenho muito medo da troca e então vou levando.... Gostaria de maiores informações quanto aos efeitos do Gardenal em crianças extremamente ativas e agitadas. Desde logo agradeço a atenção. Cara Ana Paula Antes de mais nada creio que será interessante consultar um neuropediatra para orientar o seu filho. O Gardenal pode causar agitação, mas parece que ele já apresentava antes do Gardenal, pelo que você relata. O Gardenal poderá ser trocado para se apreciar melhor o seu comportamento. Caso persista deverá ser feito tratamento específico para a agitação. As ordens Abram P: tenho um menino de 2 anos. Até 1 ano e 6 meses ia tudo bem. Havia contato visual e pouca atenção mas havia. Nos últimos tempos isso vem mudando. Ele não olha quando falo com ele, não faz o que peço (tchau, beijo),falou papa, mama, caca, aua e de repente ele não fala mais nada. Mas é obediente, quando digo NÃO ele atende, é muito atencioso em tudo o que faz, brinca com peças de montar ou encaixar, e se sai muito bem. É um pouco difícil pessoas fazerem o primeiro contato com ele, por que ele não olha, quando chamamos nome dele. Mas com calma ele acaba cedendo e dando um pouco de atenção, mas muito pouco. Não joga nada no chão, tudo ele solta no chão, não põe nada na boca, e só se sente seguro quando está em lugares abertos (praças, consultórios, quintais),mas tem muito medo de andar nas calçadas e logo pede colo. É carinhoso, dorme bem, come bem, adora se exibir para um volume de pessoas, mas não quer contato com elas, só quer que elas o olhem. brinca com coisas pequenas e preenche espaços vazios, em locadoras de vídeo que está faltando filmes ele encaixa um, pinta figuras, entre outras coisas! Queria saber se tenho que me preocupar ou se é normal esse comportamento e o bloqueio na fala?? R: Olá Adriana, Penso ser melhor seu filho passar por uma avaliação, preferencialmente por psiquiatra infantil pois isso tanto pode ser normal como pode ser indício de transtorno invasivo do desenvolvimento (autismo). Só avaliando a criança para saber. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni P: Tenho uma filha com 5 anos, desde pequena apresentou falta de equilíbrio e coordenação motora, caía muito mas a pediatra sempre achou que ela era normal. Aos 1 ano e 7 meses teve encefalite viral, ficando quase 1 mês internada e parou até de sentar. Quando ela melhorou e teve alta a neurologista descobriu que ela tinha uma hipotonia generalizada, que começamos a tratar com fisioterapia e Fonoaudióloga pois também tem dificuldades na fala. E após 1 ano de ter tido encefalite começou a ter convulsões e foi diagnosticada epilepsia como seqüela da encefalite e passou a fazer uso de medicação controlada. Me preocupo muito com ela, pois agora está com 5 anos e ainda tem um pouco de desequilíbrio e dificuldades em falar certos fonemas, mas já vai ter alta da fonoaudiologia em Junho. Ainda não consegue vestir uma roupa sozinha, colocar um calçado, abotoar uma roupa etc... E está tendo dificuldades em assimilar numerais, já está no jardim III. O que devo fazer? Ela se encontra dentro do normal pra todos os problemas que teve e tem? Ou devo procurar ajuda com algum outro especialista? Se puderem me ajudar agradeço! R: Cara Zuleica Creio que será interessante consultar um neuropediatra para orientar a sua filha. Há questões físicas relacionadas ao equilíbrio e alguma dificuldade escolar que merecem ser consideradas. As ordens Abram 11 3747 3303 P: Minha filha, 3 anos de idade não convive com o pai. O pai vem vê-la muito espaçadamente. Ela começou a criar ¨estórias¨ de que o pai é malvado e q faz maldades com ela. Nunca incentivei essa atitude e nunca denegri a imagem do pai dela. Fui chamada na escola e orientada a procurar um psicólogo para ela. Ela fala o mesmo sobre o avô (meu pai) o qual ela tem contato quase diário e que definitivamente não a trata mal, muito pelo contrário...até a mima demais. De uns dias pra cá, criou um ¨tio novo¨ e fala do tal tio como se esse fosse uma pessoa real. Devo me preocupar realmente com essas estórias dela? È realmente aconselhável procurar um psicólogo? Grata R: Embora uma criança de 3 anos tenha um mundo fantasioso muito intenso e presente na realidade, o fato de sua filha ficar relatando fantasias de abuso/ molestação/ maus tratos não é normal. Ela ainda não tem este repertório para falar sobre este tipo de coisas desta maneira. Assim, acho fundamental procurar um psicólogo porque, mesmo que não esteja nada acontecendo neste sentido, ela pode estar tendo algum outro tipo de sofrimento emocional. Dra Susan Mondoni P: Tenho uma sobrinha de 9 anos que é saudável, muito sociável e inteligente. Porém nas últimas semanas começou a apresentar um comportamento estranho, ela olha pra trás o tempo todo, diria que em intervalos de 1 em 1 minuto. Mesmo na frente da televisão, ou jogando no computador ela faz isso .No começo achei que era pra chamar a atenção, como quando uma criança gosta muito de algo e olha pra trás, pra ver se alguém está vendo também. Mas mesmo estando todos à frente dela, ela continua a olhar pra trás ou para os lados compulsivamente, levamos ela a 3 medicos e eles dizem que é normal, que vai passar, mas me preocupa que com o avançar da idade isso se agrave .Ela tem 10 anos. o que vc sugere ? Dra Susan Mondoni P: Sua sobrinha pode estar sofrendo de Transtorno de TIC ou TOC. Somente avaliação com psiquiatra infantil poderá fazer este diagnóstico. P: SÍNDROME DE WEST TEM CURA? ELA SE MANIFESTA ATÉ QUE IDADE? QUAIS SÃO OS AGRAVANTES PARA A MESMA? R: A Síndrome de West pode ser tratada e existe uma porcentagem que é primaria e que se cura. Manifesta se no 1o. ano de vıda sendo maıs freqüente entre 5-9 meses. O fator agravante maıs ımportante e o diagnóstico tardıo. Dr. Abram
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