Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Doença psiquiátrica ou neurológica de criança

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Respondidas por Dr Rubens PitliukDra Susan MondoniDr. Raymond RosenbergDr. Abram Topcewsky

O Transtorno Desafiador de Oposição é um conjunto de características que determinadas crianças apresentam e que podem se manifestar numa idade bastante precoce (como o seu sobrinho, por exemplo), onde as mesmas passam a não aceitarem regras, hierarquias "de poder", sendo sempre contestadoras e desafiadoras. Comumente colocam-se sempre em oposição ao que lhes é colocado, mesmo que não de maneira impositiva e acabam deixando os adultos e até mesmo outras crianças que convivem com ela, extremamente irritados, o que faz com que acabem apanhando muito. Mas a violência aqui terá um papel contrário: ao invés de deixar a criança mais boazinha, a deixará cada vez mais desafiante e opositora, podendo se tornar agressiva ou mesmo começar a apresentar comportamentos delinqüenciais quando maiores. Há necessidade de se criar uma estratégia para lidar com eles, pra não cair nesta "armadilha" de violência gerando violência. Um psicoterapeuta pode ajudar nestes casos. Dra. Susan Mondoni.

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Tenho uma filha de 7 anos que sempre foi muito agressiva e agitada, ela fez o teste o ano passado para Hiperatividade e não apresentou nada. O que me preocupa agora é que quando ela tem um machucadinho ela coça ate ficar ferida e agora tem varias nos braços e perna.Quando falo com ela sinto no olhar que ela esta com muito ódio. Ela esta ficando cada vez mais agressiva e agora fala que quer se matar, que não queria existir e que odeia todo mundo. Quando ela não esta "atacada" ela e muito dócil e extremamente inteligente. O que devo fazer e como devo agir ? Em caso de buscar ajuda quem devo procurar? Agradeço imensamente pela resposta, pois não tenho conseguido dormir por dias tentando resolver o problema dela, mas e difícil sem saber o que pode ser e por onde começar....

A sua filha necessita ser avaliada para que se faça um diagnóstico diferencial entre Depressão Infantil (que poucos profissionais conhecem nesta faixa de idade) Distúrbio de Atenção e Disritmia. Não conheço um Psiquiatra Infantil na região de Campinas que pudesse lhe assistir neste sentido. Se desejar que a avaliemos, nosso telefone é 011 38846774. Seguindo o ditado popular que "é de pequeno que se torce o pepino" seria recomendável intervir o mais cedo possível. Dr. Raymond Rosenberg

Tenho o problema do TOC e na minha gravidez continuei com o tratamento e minha filha de 2 anos está arrancando os cabelos e comendo.Pode ser tricotilomania?

A tricotilomania, ingestão de cabelos, é de fato um problema de crianças embora alguns adultos também possam ser acometidos. O fato de ter ingerido medicação durante a gravidez não foi documentado como sendo fator causador. Dr. Raymond Rosenberg

Tenho uma filha de 7 anos que desde bem pequena tem comportamento estranho,tinha que repetir as situações sempre e fazia com que toda a família repetisse posições, palavras, cenas. Queria sempre voltar no tempo mesmo nas coisas que não eram possíveis, e ficava histérica quando naum podia voltar e fazer tudo de novo por ela é muito inteligente, se relaciona bem na escola,mas ainda tem certas manias, medos, nunca procurei um psicólogo antes será que deveria? isso pode passar ou se agravar com o tempo?

O quadro que descreve é severo e "se não tratado logo e de forma adequada" irá se agravar e perpetuar tornando a vida da criança e de seus familiares cada vez mais tormentosa. Procure logo um profissional habilitado na sua região. Dr. Raymond Rosenberg

Tenho uma filha, hoje com 11 anos e desde 1998 sofre de TOC, segundo diagnóstico de sua psicóloga. Tudo começou com o falecimento de minha mãe, em setembro/97, morte trágica por acidente. Minha filha então com 6 anos, passou a ter muito medo de escuro e ter dificuldades para dormir. Não conseguia desgrudar de sua mãe. Queda de energia à noite era uma gritaria. Nesse período engordou muito. Gostaria de saber se esses sintomas são mesmo do TOC; se o período de tratamento depende de cada paciente ou se tem um tempo X; se existe cura total; A psicóloga começou o tratamento com duas sessões semanais e antidepressivos. Hoje administra uma sessão por mês.

Um evento traumático pode desencadear um quadro de TOC. Porém o que descreveu na sua comunicação breve é um quadro de PÂNICO que necessita de um tratamento terapêutico/medicamentoso vigoroso para que uma criança "quase adolescente" possa se desenvolver e enfrentar as tarefas de seu desenvolvimento. Mantenha o tratamento intensivo e se não tiver resultados satisfatórios em breve PROCURE UMA SEGUNDA AVALIAÇÃO CLÍNICA. Dr. Raymond Rosenberg

Tenho uma filha de 02 anos, e tem medo de tudo, ela entra em desespero quando acorda e não vê ninguém por perto. Se ouvir o som de bombinhas por exemplo, só falta entrar dentro de mim novamente, eu não sei como agir, converso muito com ela dizendo que não precisa ter medo, pois o papai e a mamãe vai protegê-la, e explico o porque dos barulhos, ai sim ela se acalma, mas fica no colo até o barulho passar. Isto é normal? como devo agir neste caso

Uma criança de 2 anos de idade reage intensamente a estímulos intensos. Sugiro que use um tom de voz muito calmo e a abrace de forma delicada quando ela demonstrar pavor. Ela responderá mais ao seu tom de voz do que ao significado vernacular de seu discurso, mesmo porque o vocabulário dela ainda está em formação. O embalar irá ajudar muito a tranqüilizar a sua filha. Dr. Raymond Rosenberg

Por favor gostaria de informações sobre Disritmia cerebral. Minha sobrinha de 15 anos passou por sérios problemas que foram diagnosticados como Disritmia. Ela desmaiava, travava os dentes, enrolava a língua, se cortava, é super agressiva, mentirosa e sedutora. O médico (psiquiatra) disse que esses sintomas são todos fingidos por ela. Na verdade ele foi muito agressivo com ela e eu gostaria de saber se continuo com o psiquiatra ou passo para um Neurologista. Um dos medicamentos que ele passou foi o Rivotril (duas vezes ao dia) o outro não me lembro no momento mas é de 200mg. Ficaria muito grata se obtivesse uma resposta porque já mandei outros e-mails para outros sites e eles não me responderam.

O quadro apresentado pode ter alterações neurológicas, bem como alterações emocionais. Interessante será saber-se o resultado do EEG e se eventualmente foi feita uma Tomografia do crânio. A troca se profissional se justifica caso não haja uma interação satisfatória entre o médico e o paciente; essa opção é do paciente e/ou familiares. Às ordens Abram Topczewski 011 3747 3303

Minha filha tem 11 anos de idade e já fez psicoterapia durante aproximadamente um ano, por recomendação da escola dela. A coordenação escolar acreditava que ela tinha algum problema de timidez excessiva ou algo assim, embora fosse extremamente inteligente...Levei-a a Psicóloga, com quem ela se tratou durante um tempo e conclui que ela sofria de ansiedade de separação. Esse problema melhorou bastante. Porém agora ela intensificou demais (já tinha antes) o medo (fobia) de animais, principalmente cachorros (mesmo que passeando com os donos e com coleiras), borboletas, mosquitinhos, etc, a ponto dela ficar desesperada só de pensar que vai se encontrar numa situação em que possa ter que "enfrentar" um bichinho. Por conta disso, não tem amiguinhas, não quer ir a lugar nenhum, andar de patins ou qualquer atividade ao ar livre. Ela tem me pedido para levá-la a um psiquiatra também,pois ela não quer mais ir à psicóloga porque me garantiu que esta não pode ajudá-la. Ela é um pouco tímida, mas quer ter amigas, sair, mas tem medo de ter uma dessas crises de pânico e que as amigas se afastem dela por causa disso. Não sei o que devo fazer. Que tipo de tratamento poderá ajudá-la? (Obs: o pai dela tem transtorno bipolar e tenho casos de depressão na minha família...)

 O quadro que descreve responderia muito bem aos antidepressivos clássicos (chamados de tricíclicos). Acredito que encontrará profissionais habilitados e experientes no Rio de Janeiro para medicá-la. Se tiver mais algum problema, não hesite em nos chamar no 011 3082-2088 Dr. Raymond Rosenberg

Dr. sou Fonoaudióloga e atendo meu sobrinho de 3 anos co problemas miofuncionais, e tenho acompanhado o sofrimento dele e de nossa família ao quadro que ele apresenta quando sente vontade de ir ao banheiro, o que parece é que simplesmente se recusa a defecar, as vezes fica 3/4 dias, a pediatra diagnosticou como constipação intestinal, ele tomou medicamento durante algumas semanas, mesmo assim defecava apenas quando dormia durante a noite e com fralda descartável, achamos que ele deu uma regredida com o nascimento da irmã, atualmente com 9 meses, pois ele insiste em tomar mamadeira, mamar além do peito da mãe, quer o seio da tia e da avó, as vezes a avó lhe dá o seio. atualmente quando colocamos a fralda ele sofre muito, transpira mas defeca, ele reclama que a barriga dói por isso ele fica nervoso, já fizemos de tudo, contamos histórias e nada, gostaria da opinião do senhor.

Uma criança com problemas miofuncionais deve ter dificuldade de coordenação dos músculos do corpo todo, inclusive da prensa abdominal que é envolvida na defecação. O nascimento de uma irmã certamente irá causar uma regressão para uma fase anterior e me parece que vocês estão cedendo a ponto de aceitar o retorno à fase oral. Sugiro que GENTIL E FIRMEMENTE vocês mudem de postura e enfatizem que ele já é grande e não compactuem com a regressão. Como trabalho de fono eu sugeriria que pensasse na aplicação da Organização miofuncional método Padovan. Dr. Raymond Rosenberg

Gostaria de saber alguma coisa sobre a gagueira e o piscar em criança do sexo masculino. Do que é decorrente.Traumas Infantil? Neurológico? Sexualidade?

Gagueira e piscar de olhos em criança podem ser causados por múltiplos insultos na vida desta criança. Dependendo da idade pode ser resultado de uma dismaturação e seria necessário uma avaliação neurológica apurada. Descartada esta hipótese, só então é que se deveria cogitar de uma causa psicológica (sexual, traumática, familiar, etc...).e neste caso seria necessário fazer uma avaliação psicológica. Dr. Raymond Rosenberg

Gostaria de saber, se realmente essa doença é genética? Tenho um filho  de 12  anos ele é muito nervoso, irritado, não sabe ser contrariado esta sempre  com  a razão, esta sempre certo, não sabe pedir é muito agressivo tem muitas  atitudes parecidas com a minha e eu tenho PMD, gostaria de saber a  probabilidade dele  ter esta doença e quando pode se manifestar e se existe algo que  possamos  fazer para que ela não se manifeste, existe algum tipo de prevenção?

A sua pergunta é pertinente. De fato, a antiga PMD e atual DISTÚRBIO AFETIVO BIPOLAR tem caráter familiar e portanto genético. A probabilidade de ter a mesma doença em família é grande e não tenho números percentuais a lhe oferecer. Sugiro que o seu filho seja examinado agora para poupá-lo de um futuro de dor. Dr. Raymond Rosenberg

Sou pediatra e tenho um sobrinho, filho de mãe solteira. Sempre observei que ele era muito nervoso, impaciente e agressivo com as crianças; não tem amigos crianças e na presença delas tem "crises de birras". Há 3 anos nasceu um irmão de outro pai e progressivamente vem apresentando manias: não encosta nas pessoas porque vai ficar doente, lava muito as mãos e exagera na higiene anal.Também apresenta medo absurdo de perder a mãe ou qualquer pessoa do seu convívio. Tem crises de choro por medo de perda ou de contrair doenças . Quando a mãe sai, liga a cada minuto para saber se ela vai demorar. A mãe levou-o ao psiquiatra, que diagnosticou: ansiedade+ depressão + transtorno obsessivo-compulsivo. Este é o diagnóstico? Há necessidade de medicação ?

O quadro descrito é de fato de TOC . A terapêutica recomendada é de associação de medicação e psicoterapia cognitivo-comportamental. Dependendo da idade do sobrinho a medicação pode ser de maior urgência pois o desconforto do menor e dos adultos envolvidos exige uma intervenção de ação mais rápida. Dr. Raymond Rosenberg

Tenho uma filha que hoje está com 12 anos, seu problema começou a três anos, quando de uma hora para outra ela começou a ter medo, pânico de entrar no colégio, foi terrível, passamos por maus momentos, no início tivemos que passar a manhã ao lado da porta da sala de aula, quando ela não tinha que colocar a classe pelo lado de fora para poder assistir a aula, não conseguindo entrar na sala, começamos a fazer um tratamento psicológico, o qual foi ajudando e a ansiedade diminuiu, fomos saindo do lado da sala, para o pátio, para a recepção, para fora do colégio, para casa, e finalmente conseguimos voltar ao normal, mas quando tudo parecia bem, retornou, começamos então a fazer um tratamento com um psiquiatra onde o psiquiatra receitou medicamentos anti-depressivos e calmantes, resolveram por um tempo, continuamos até hoje com o tratamento psiquiátrico e com os medicamentos, mas eu já estou ficando sem esperanças, por isso eu estou escrevendo este e-mail, para talvez uma orientação uma luz, algo ou alguém especializado no assunto para que possa recorrer, minha filha é completamente normal fora deste fato, pelo menos uma vez por semana ela não consegue entrar no colégio, não é teatro, nota-se a expressão de medo no rosto dela, ela fica pálida, seu coração dispara, ela fica gelada e com as mãos suadas, normalmente é na segunda-feira que acontece, mas também já aconteceu em outros dias da semana. O que ela comenta para nós é que ela tem medo de perder um de nós, que algo de ruim possa nos acontecer. Eu teria um monte de coisas para relatar, mas agora é um pai desesperado, apavorado que solicita ajuda, gostaria que indicasse alguém que possa ajudar, um especialista no  assunto, moro em Porto Alegre, favor manter contato por este e-mail, por  favor necessito de ajuda.

O quadro que descreveu é típico de Angústia de separação e que se confunde com crise de Pânico. O tratamento de eleição é a combinação de medicação e terapia cognitivo-comportamental. Acredito que em Porto Alegre consiga um excelente tratamento pois a URGS é de alto nível e tem renome nacional. Sugiro que procure a Dra. Lucrécia na Faculdade de Medicina - Departamento de Psiquiatria e estará muito bem servido. Dr. Raymond Rosenberg

... filho de 4 anos completos que ainda não fala. Emite apenas grunhidos. Levei-o para fazer ao otorrino que o encaminhou para Audiometria e impedanciometria. Surpreendentemente, segundo o laudo da Fonoaudióloga, confirmado pelo otorrino, não houve indicação de surdez como inicialmente suspeitávamos. A questão tornou-se mais complicada. Alguém do nosso círculo de amizades deu o palpite de autismo. Conheço muito pouco sobre isso. Gostaria de obter mais informações, assim como vislumbrar que caminho tomar para ajudar essa criança. Que tipo de profissional devemos agora procurar para um diagnóstico?

A presença de mudez sozinha não é suficiente para se pensar em autismo. Seria necessário que também fosse associado a necessidade de manter rotinas rígidas, isolamento social, comportamentos bizarros para a idade. Sugiro que procure um profissional da área de Neuropsiquiatria O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL pois quanto mais cedo se estabelecer uma intervenção menor será a seqüela na vida desta criança. Eu tenho particular interesse em Autismo já há mais de 27 anos e gostaria de saber o que acabou acontecendo com o menino. Dr. Raymond Rosenberg 

Tenho um filho de 12 anos ele é muito nervoso, irritado, não sabe ser contrariado esta sempre com a razão, esta sempre certo, não sabe pedir é muito agressivo tem muitas atitudes parecidas com a minha e eu tenho PMD, gostaria de saber a probabilidade dele ter esta doença e quando pode se manifestar e se existe algo que possamos fazer para que ela não se manifeste, existe algum tipo de prevenção?

Os Distúrbios Afetivos têm uma grande carga genética pois é muito freqüente em determinadas árvores genéticas. É raro ser diagnosticado na população infantil e chega a ser confundido com vária outras patologias. Sua preocupação tem cabimento e o questionamento não é precoce. O seu filho deveria ser alvo de um estudo apurado pois quanto mais cedo se instalar uma intervenção menor será o prejuízo. Dr. Raymond Rosenberg.

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