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P: Tenho 26 anos e meu marido 23,
somos casados e felizes a 3 anos e temos uma filha de 2 anos. Imploro por alguma
orientação, pois minha vida está desmoronando por causa dessa criança.
Desde agosto do ano passado
(2008) minha filha tem um comportamento q eu chamo de "surto": grita
histericamente por horas seguidas sem q nada a acalme. Não sai lágrima alguma,
não tem soluços, apenas gritos medonhos! Ela fica gelada, suando muito e
violenta. Entra em luta corporal com quem tentar toca-la; se pegar no colo ela
chuta, morde, arranha e dá socos de forma brutal e assustadora! Bate com a
cabeça no chão e nos móveis, se debate e tudo sem parar de gritar por um
segundo sequer!
Ninguém mais dorme aqui em
casa pq essa cena dura no mínimo 5 horas. E no início ela só fazia isso à
noite, mas agora virou hábito: o surto tanto se inicia qdo é ela contrariada
como pode começar sem razão de ser, no meio de uma brincadeira ou de um
desenho q esteja assistindo, por exemplo.
Mas o detalhe é q ela só
"surta" dentro de casa, quando está comigo e/ou com meu marido!
O show para INSTANTANEAMENTE
com a chegada de uma terceira pessoa dentro de casa!!! Os gritos dão lugar a um
semblante sereno EM 3 SEGUNDOS, como se nada tivesse acontecido assim q ela vê
alguém diferente de mim ou do meu marido! Ela chega a sorrir e jogar beijinho
IMEDIATAMENTE APÓS DE 3 HORAS DIRETO DE SURTO, ASSIM Q VÊ ALGUÉM DIFERENTE!
Já cheguei a passar madrugadas inteiras chorando enquanto dava voltas pelo
quarteirão com ela no colo, pois era abrir o portão de casa e os gritos
começarem! Como essa criança não dorme, gente?!
Não preciso nem dizer q estou
vivendo sob efeito de calmantes, q perdi meu emprego, q os vizinhos batem a
nossa porta para saber o q está acontecendo, q familiares ameaçam chamar a
polícia e q NINGUÉM acredita na gente ou trata o assunto com seriedade... os
gritos são apavorantes demais e realmente parece q ela está sendo torturada
fisicamente! Estou tendo crises de pânico qdo vai chegando o horário de
busca-la na creche e não consigo mais sentir amor por minha filha por conta
disso tudo, apenas raiva!
Já pedi ajuda na creche onde
ela fica e tanto a diretora como as berçaristas me ironizaram e disseram ser
"impossível" a Luna ter qualquer tipo de comportamento semelhante,
pois é a criança mais dócil e esperta da escolinha. Parentes e amigos dizem a
mesma coisa, inclusive insinuam q se ela faz isso dentro de casa é por causa de
maltratos nossos ou simplesmente "birra"! Já levei também em
inúmeros hospitais e clínicas: fisicamente normal, perfeita!
Durante as crises já tentamos:
carinho, colo, palmada, botamos para dormir na nossa cama (dorme até hoje
sequer diminuiu o volume dos berros), dar Dipirona para excluir a possibilidade
de ser dor, já deixamos no box do banheiro em baixo de água fria, oferecemos
alimentos, água, música, desenho animado... NADA DISSO FEZ COM Q ELA ABALASSE
A EXPRESSÃO DE PÂNICO NEM OS GRITOS!
Tinha dias q ela dormia às 5
da manhã e acorda às 7h para ir à creche cantando e sorrindo, como se nada
tivesse ocorrido! E geralmente ela começa a se acalmar qdo vê eu e meu marido
chorando copiosamnete. Parece q entende!!!
Não, não brigamos nem
gritamos dentro de casa, nos amamos e respeitamos. Sigo a linha da
"Pediatria Radical" q é extremamente contra violência com crianças,
seja por palmadas ou punições agressivas. Quase nunca a deixei chorando
sozinha para dormir ou neguei algo em nome da "disciplina"!!!
Bem, no ano passado, após 4
meses de tortura diária e após ouvir de muitos profissionais q não
receitariam nada para a criança "saudável", resolvi por conta
própria dar a ela Maracujina. Dei por uma semana apenas. Acabaram as crises
como mágica e ela continuou hiperativa mesmo tomando por dia o dobro da dose
recomendada para adultos. Nem soninho durante o dia sentia.
Agora, passados 4 meses os
surtos voltaram, idênticos. Maracujina não faz mais efeito algum. Com um
agravante: passou a surtar na rua também. Semana passada houve um episódio
onde eu a trazia pela mão da creche, sorrindo e brincando qdo ela se jogou no
meio da rua e começou a gritar e bater com a cabeça no asfalto! E eu não
conseguia levanta-la pq ela me agredia muito, tudo isso com os carros passando!
Os vizinhos TODOS desceram, a rua parou! Ninguém ajudou, apenas me olhavam
incrédulos. Tive q arrasta-la pelo chão até a calçada para q não fosse atropelada,
machuquei ela toda, pensei q fosse quebrar o bracinho de tanto q ela lutava e se
debatia! Dessa vez meu marido bateu muito nela em casa e desde então
"bater" tem sido o freio q escolhemos para ela agora. E não houve
NENHUMA mudança de rotina/alimentação/escola/horários etc.
Não tenho estrutura física
nem psicológica para passar por tudo isso novamente, imploro por uma
orientação! Nunca médico algum ouviu falar de algo parecido, nenhuma mãe q
eu conversei também não.
Ela não fala ainda mas
demonstra inteligência bem desenvolvida e perfeita compreensão de tudo o que
ouve. Obedece frases complexas realizando tarefas sem q precisemos repetir a
ordem. Realmente (pela primeira vez ganhei um beijo da minha filha neste ano)
ela é doce e esperta. Porém, observamos q já sabe mentir qdo quer atenção,
dizendo q "o papai me fez dodói" sem sequer meu marido ter se
aproximado dela; e só parar de chorar (baixinho) qdo eu digo
"ai-ai-ai!" para repreender o papai e dou beijinho no dodói
imaginário.
Detalhes técnicos: somos
filhos de lares desestruturados. Mas optamos por estudar e trabalhar para
constituir uma família como nunca tivemos. Nossos familiares são: por parte de
mãe, todos com doenças mentais graves como Esquizofrenia (tanto na minha
família como da dele!) e por parte de pai, viciados em drogas e marginais (inacreditavelmente,
também em ambas as famílias. Tanto q nem temos contato com familiar algum,
trabalhamos e pagamos nossas contas sozinhos. Imagina meu medo do que essa
criança pode carregar de problema mental nos genes!
Perdoe de coração o tamanho
do texto, foi o melhor q eu pude fazer para tentar dar a dimensão do problema.
Obrigada pela atenção e parabéns pela extrema competência e excelência nos
serviços prestados.
R: Somente um profissional que
avaliasse cuidadosamente o caso e a criança poderia dar um preciso diagnóstico
para isso que você chama de surto. Eu vou aqui me referir a estes episódios
como crises de birra. As crises de birra podem ter uma graduação de leve até
graves. No caso de sua filha, eu as consideraria graves. As birras também podem
ter diversas causas: desde aquelas mais comuns, como "chamar a
atenção", até manifestações de outros transtornos da infância, como
hiperatividade, Transtorno Desafiador e de Oposição, transtorno global do
desenvolvimento, entre outro. Nestes casos, medicações são indicadas e
necessárias. O fato de estas crises só ocorrerem em casa ou na presença de
vocês, eu ia te dizer, é questão de tempo. Mas você mesmo já está
percebendo isso... Portanto, vocês precisam de ajuda. Procurem um psiquiatra
infantil da sua cidade e explique tudo o que está acontecendo. Atenciosamente,
Dra. Susan Mondoni
P: Minha filha tem 2 anos e 10
meses, sofreu uma parada cardiorespirátoria e pneumonia aspirativa o amo
passado, 9 dias de UTI, sem seqüelas, tomografia e EEG normais. Em dezembro
2008 teve um episódio de crise de ausência. Foi receitado Gardenal agora em
março. É um procedimento normal medica-la com exames normais e apenas um episódio
de crise? E se eu não medicar?
R: Seria interessante trocar
idéias com o neuropediatra que está orientando. Há um grupo que medica à primeira
crise e há outro grupo que o faz a partir da segunda crise. Às ordens
Abram
P: Tenho uma bebê de 1 ano e 3
meses, parto cezariano, 48cm e 2.190kg, aparentemente de tempo e tudo normal,
exceto por ter apresentado hipoglicemia após 6h do seu nascimento, então
encaminhada para UTI e após 5 dias teve alta. Até o 5o mês um bebê normal, só
mamava o peito, saudável, ganhando peso até que um dia após a mamada ficou
cianótica e parou de respirar. Foi hospitalizada por 4 meses em SP, lá teve
crises convulsivas, foi entubada, e realizados vários exames e nada apresentou
(mielograma, pesquisa de ácidos orgânicos, eletro, biópsia de músculos), o
que impossibilitou um diagnóstico. Hoje está em casa de home care, tomando 3
anticonvulsivos (Epelin (1,5ml 12 em 12), Trileptal (2ml de 8 em 8 e Rivotril (3
gotas de 8 em 8) e ainda apresentando a mesma coisa, não sabemos mais o que
fazer, hoje ela pesa 13.400kg e mede 84 cm. A suspeita dos médicos é de que
possa ser algo muito raro e não chegam a nenhum diagnóstico. Se for possível,
gostaria de pelo menos um opinião de vocês que com certeza já devem ter visto
de tudo um pouco. Desde já sou imensamente agradecida.
R: Temos certeza que vc
compreende, mas numa situação complexa dessas, nenhum neurologista infantil
responsável dará uma segunda opinião sem conhecer o caso pessoalmente
P: meu neto passou um pouco da
hora de nascer e teve convulsão. o medico passou Gardenal pediátrico gotas
para ele. começou tomar com 3 dias de nascido. estou preocupada quero saber se
isso não vai ser preciso tomar o resto da vida. Por favor estou muito ansiosa
me ajudem. isso e sério preciso procurar um medico o mais rápido possível por
favor me ajudem. aguardo respostas.
R: Cara Antonieta Creio que o
mais lógico é que procure um neuropediatra para orientá-la de modo adequado.
As ordens Abram
P: Minha sobrinha tem 6 anos,
entrou na escola este ano e esta terminando o Jardim. Todos seus colegas já
sabem as cores, as letras, contar histórias e ela não. Acredito que os pais
tem uma boa parte da culpa porque não ensinavam antes (contar, cores,...), mas
fiz brincadeiras de seqüência lógica, tamanhos, formas e ela relacionou
todas, porém se digo a ela que isto é azul, em 2 segundos que ela olha ao lado
e pergunto de novo, ela já não lembra mais. levei ao zoológico e quando
retornamos não soube contar nenhum bicho que viu, enquanto o irmão dela de 3
anos falou tudo o que fez e tudo o que viu. O que pode estar acontecendo?
R: Debora, pode estar
acontecendo inúmeras situações que uma avaliação neuropsicológica poderá
esclarecer. Quanto mais precoce o diagnóstico e estimulação, menos problemas
ela apresentará. Converse com os pais dela sobre o que vc tem observado e
sugira essa avaliação. Psicóloga Ivonete Garcia
P: Minha filha, de 4 anos mora
com a avó, para que eu possa trabalhar, não moro com essa avó, sei que ela
sempre foi muito possessiva. Devido ao comportamento de minha filha, de sempre
estar falando que a avó bate "com tudo" nela, de sempre chorar muito
quando tem que voltar para a avó, algumas marcas que segundo a avó sempre é
fruto de alguma queda, etc, levei, a conselho de algumas vizinhas da avó, que
escutam minha filha chorar muito, então, a levei para uma psicóloga que
diagnosticou "Síndrome de Ansiedade Infantil" e solicitou
orientação para a avó devido também ao "mutismo" que minha filha
apresentava durante as sessões. Me foi solicitado que minha filha permanecesse
sob psicoterapia. A avó acha que é desnecessário, e se nega a levar minha
filha a um psicólogo, não tenho tempo pois trabalho durante a semana toda e
desconheço psicólogo infantil que atenda de domingo, nunca ví a avó agredir
minha filha, qual a importância de se estar levando minha filha no psicólogo?
Grata.
R: Ana Patricia, uma criança
de 4 anos apresenta condições de relatar o que se passa com ela. Pode mentir
inclusive para receber atenção, mas um diagnóstico já foi realizado por
profissionais. Procure um profissional que realize atendimentos à noite ou aos
sábados e encaminhe a sua filha. A importância de um tratamento psicológico
é que estará auxiliando sua filha a tratar de suas possíveis dores emocionais
e resgatar sua saúde emocional. Também não adiantará tratamento psicológico
para sua filha, se ela continuar num ambiente de hostilidade e agressões. Veja
isso com mais atenção e cuidados, isso é sério! Psicóloga Ivonete Garcia
P: meu nome é Rosana, tenho um
filho de 10 meses, que sofre de epilepsia, toma três medicamentos fortes, (Rivotril,
Trileptal e Gardenal) mas esses medicamentos não estão resolvendo, ele ainda
tem convulsões. to desesperada, a Ressonância deu "discreta proeminência
dos espaços subaracnoideos na região frontal bilateral. ele não senta ainda, to
preocupada, a Neuro disse que ele vai ser uma criança normal, mas com um atraso
no desenvolvimento. já levei em vários médicos, mas não fizeram nada. Eu
preciso saber o que devo fazer, pois os remédios aumentam e não resolvem. eu
procuro solução, pois ele ta fazendo fisioterapia pra ganhar os movimentos, e
ta difícil. eu gostaria que voce fosse sincero comigo ,e me respondesse o que
significa esse problema que deu na Ressonância. ele toma 20gts de Gardenal 2vz
ao dia,1ml de Trileptal de 8 em 8hrs e 12gts de Rivotril de 6 em 6hrs.por favor
me ajudem, eu não sei mas o que faço. obrigada
R: Rosana, o resultado da
Ressonância Magnética de crânio pode não ter maior significado. Creio que
deve conversa com o médico que o está orientando para verificar outras
poções de medicamentos para controlar as crises ou procurar outro especialista
para uma outra opinião. Dr. Abram Topczewski
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