Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Doença psiquiátrica ou neurológica de criança

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Respondidas por Dr Rubens PitliukDra Susan MondoniDr. Raymond RosenbergDr. Abram Topcewsky

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P: Tenho 26 anos e meu marido 23, somos casados e felizes a 3 anos e temos uma filha de 2 anos. Imploro por alguma orientação, pois minha vida está desmoronando por causa dessa criança.

Desde agosto do ano passado (2008) minha filha tem um comportamento q eu chamo de "surto": grita histericamente por horas seguidas sem q nada a acalme. Não sai lágrima alguma, não tem soluços, apenas gritos medonhos! Ela fica gelada, suando muito e violenta. Entra em luta corporal com quem tentar toca-la; se pegar no colo ela chuta, morde, arranha e dá socos de forma brutal e assustadora! Bate com a cabeça no chão e nos móveis, se debate e tudo sem parar de gritar por um segundo sequer!

Ninguém mais dorme aqui em casa pq essa cena dura no mínimo 5 horas. E no início ela só fazia isso à noite, mas agora virou hábito: o surto tanto se inicia qdo é ela contrariada como pode começar sem razão de ser, no meio de uma brincadeira ou de um desenho q esteja assistindo, por exemplo.

Mas o detalhe é q ela só "surta" dentro de casa, quando está comigo e/ou com meu marido!

O show para INSTANTANEAMENTE com a chegada de uma terceira pessoa dentro de casa!!! Os gritos dão lugar a um semblante sereno EM 3 SEGUNDOS, como se nada tivesse acontecido assim q ela vê alguém diferente de mim ou do meu marido! Ela chega a sorrir e jogar beijinho IMEDIATAMENTE APÓS DE 3 HORAS DIRETO DE SURTO, ASSIM Q VÊ ALGUÉM DIFERENTE! Já cheguei a passar madrugadas inteiras chorando enquanto dava voltas pelo quarteirão com ela no colo, pois era abrir o portão de casa e os gritos começarem! Como essa criança não dorme, gente?!

Não preciso nem dizer q estou vivendo sob efeito de calmantes, q perdi meu emprego, q os vizinhos batem a nossa porta para saber o q está acontecendo, q familiares ameaçam chamar a polícia e q NINGUÉM acredita na gente ou trata o assunto com seriedade... os gritos são apavorantes demais e realmente parece q ela está sendo torturada fisicamente! Estou tendo crises de pânico qdo vai chegando o horário de busca-la na creche e não consigo mais sentir amor por minha filha por conta disso tudo, apenas raiva!

Já pedi ajuda na creche onde ela fica e tanto a diretora como as berçaristas me ironizaram e disseram ser "impossível" a Luna ter qualquer tipo de comportamento semelhante, pois é a criança mais dócil e esperta da escolinha. Parentes e amigos dizem a mesma coisa, inclusive insinuam q se ela faz isso dentro de casa é por causa de maltratos nossos ou simplesmente "birra"! Já levei também em inúmeros hospitais e clínicas: fisicamente normal, perfeita!

Durante as crises já tentamos: carinho, colo, palmada, botamos para dormir na nossa cama (dorme até hoje sequer diminuiu o volume dos berros), dar Dipirona para excluir a possibilidade de ser dor, já deixamos no box do banheiro em baixo de água fria, oferecemos alimentos, água, música, desenho animado... NADA DISSO FEZ COM Q ELA ABALASSE A EXPRESSÃO DE PÂNICO NEM OS GRITOS!

Tinha dias q ela dormia às 5 da manhã e acorda às 7h para ir à creche cantando e sorrindo, como se nada tivesse ocorrido! E geralmente ela começa a se acalmar qdo vê eu e meu marido chorando copiosamnete. Parece q entende!!!

Não, não brigamos nem gritamos dentro de casa, nos amamos e respeitamos. Sigo a linha da "Pediatria Radical" q é extremamente contra violência com crianças, seja por palmadas ou punições agressivas. Quase nunca a deixei chorando sozinha para dormir ou neguei algo em nome da "disciplina"!!!

Bem, no ano passado, após 4 meses de tortura diária e após ouvir de muitos profissionais q não receitariam nada para a criança "saudável", resolvi por conta própria dar a ela Maracujina. Dei por uma semana apenas. Acabaram as crises como mágica e ela continuou hiperativa mesmo tomando por dia o dobro da dose recomendada para adultos. Nem soninho durante o dia sentia.

Agora, passados 4 meses os surtos voltaram, idênticos. Maracujina não faz mais efeito algum. Com um agravante: passou a surtar na rua também. Semana passada houve um episódio onde eu a trazia pela mão da creche, sorrindo e brincando qdo ela se jogou no meio da rua e começou a gritar e bater com a cabeça no asfalto! E eu não conseguia levanta-la pq ela me agredia muito, tudo isso com os carros passando! Os vizinhos TODOS desceram, a rua parou! Ninguém ajudou, apenas me olhavam incrédulos. Tive q arrasta-la pelo chão até a calçada para q não fosse atropelada, machuquei ela toda, pensei q fosse quebrar o bracinho de tanto q ela lutava e se debatia! Dessa vez meu marido bateu muito nela em casa e desde então "bater" tem sido o freio q escolhemos para ela agora. E não houve NENHUMA mudança de rotina/alimentação/escola/horários etc.

Não tenho estrutura física nem psicológica para passar por tudo isso novamente, imploro por uma orientação! Nunca médico algum ouviu falar de algo parecido, nenhuma mãe q eu conversei também não.

Ela não fala ainda mas demonstra inteligência bem desenvolvida e perfeita compreensão de tudo o que ouve. Obedece frases complexas realizando tarefas sem q precisemos repetir a ordem. Realmente (pela primeira vez ganhei um beijo da minha filha neste ano) ela é doce e esperta. Porém, observamos q já sabe mentir qdo quer atenção, dizendo q "o papai me fez dodói" sem sequer meu marido ter se aproximado dela; e só parar de chorar (baixinho) qdo eu digo "ai-ai-ai!" para repreender o papai e dou beijinho no dodói imaginário.

Detalhes técnicos: somos filhos de lares desestruturados. Mas optamos por estudar e trabalhar para constituir uma família como nunca tivemos. Nossos familiares são: por parte de mãe, todos com doenças mentais graves como Esquizofrenia (tanto na minha família como da dele!) e por parte de pai, viciados em drogas e marginais (inacreditavelmente, também em ambas as famílias. Tanto q nem temos contato com familiar algum, trabalhamos e pagamos nossas contas sozinhos. Imagina meu medo do que essa criança pode carregar de problema mental nos genes!

Perdoe de coração o tamanho do texto, foi o melhor q eu pude fazer para tentar dar a dimensão do problema. Obrigada pela atenção e parabéns pela extrema competência e excelência nos serviços prestados.

R: Somente um profissional que avaliasse cuidadosamente o caso e a criança poderia dar um preciso diagnóstico para isso que você chama de surto. Eu vou aqui me referir a estes episódios como crises de birra. As crises de birra podem ter uma graduação de leve até graves. No caso de sua filha, eu as consideraria graves. As birras também podem ter diversas causas: desde aquelas mais comuns, como "chamar a atenção", até manifestações de outros transtornos da infância, como hiperatividade, Transtorno Desafiador e de Oposição, transtorno global do desenvolvimento, entre outro. Nestes casos, medicações são indicadas e necessárias. O fato de estas crises só ocorrerem em casa ou na presença de vocês, eu ia te dizer, é questão de tempo. Mas você mesmo já está percebendo isso... Portanto, vocês precisam de ajuda. Procurem um psiquiatra infantil da sua cidade e explique tudo o que está acontecendo. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni

P: Minha filha tem 2 anos e 10 meses, sofreu uma parada cardiorespirátoria e pneumonia aspirativa o amo passado, 9 dias de UTI, sem seqüelas, tomografia e EEG normais. Em dezembro 2008 teve um episódio de crise de ausência. Foi receitado Gardenal agora em março. É um procedimento normal medica-la com exames normais e apenas um episódio de crise? E se eu não medicar?

R: Seria interessante trocar idéias com o neuropediatra que está orientando. Há um grupo que medica à primeira crise e há outro grupo que o faz a partir da segunda crise. Às ordens Abram 

P: Tenho uma bebê de 1 ano e 3 meses, parto cezariano, 48cm e 2.190kg, aparentemente de tempo e tudo normal, exceto por ter apresentado hipoglicemia após 6h do seu nascimento, então encaminhada para UTI e após 5 dias teve alta. Até o 5o mês um bebê normal, só mamava o peito, saudável, ganhando peso até que um dia após a mamada ficou cianótica e parou de respirar. Foi hospitalizada por 4 meses em SP, lá teve crises convulsivas, foi entubada, e realizados vários exames e nada apresentou (mielograma, pesquisa de ácidos orgânicos, eletro, biópsia de músculos), o que impossibilitou um diagnóstico. Hoje está em casa de home care, tomando 3 anticonvulsivos (Epelin (1,5ml 12 em 12), Trileptal (2ml de 8 em 8 e Rivotril (3 gotas de 8 em 8) e ainda apresentando a mesma coisa, não sabemos mais o que fazer, hoje ela pesa 13.400kg e mede 84 cm. A suspeita dos médicos é de que possa ser algo muito raro e não chegam a nenhum diagnóstico. Se for possível, gostaria de pelo menos um opinião de vocês que com certeza já devem ter visto de tudo um pouco. Desde já sou imensamente agradecida.

R: Temos certeza que vc compreende, mas numa situação complexa dessas, nenhum neurologista infantil responsável dará uma segunda opinião sem conhecer o caso pessoalmente

P: meu neto passou um pouco da hora de nascer e teve convulsão. o medico passou Gardenal pediátrico gotas para ele. começou tomar com 3 dias de nascido. estou preocupada quero saber se isso não vai ser preciso tomar o resto da vida. Por favor estou muito ansiosa me ajudem. isso e sério preciso procurar um medico o mais rápido possível por favor me ajudem. aguardo respostas.

R: Cara Antonieta Creio que o mais lógico é que procure um neuropediatra para orientá-la de modo adequado. As ordens Abram

P: Minha sobrinha tem 6 anos, entrou na escola este ano e esta terminando o Jardim. Todos seus colegas já sabem as cores, as letras, contar histórias e ela não. Acredito que os pais tem uma boa parte da culpa porque não ensinavam antes (contar, cores,...), mas fiz brincadeiras de seqüência lógica, tamanhos, formas e ela relacionou todas, porém se digo a ela que isto é azul, em 2 segundos que ela olha ao lado e pergunto de novo, ela já não lembra mais. levei ao zoológico e quando retornamos não soube contar nenhum bicho que viu, enquanto o irmão dela de 3 anos falou tudo o que fez e tudo o que viu. O que pode estar acontecendo? 

R: Debora, pode estar acontecendo inúmeras situações que uma avaliação neuropsicológica poderá esclarecer. Quanto mais precoce o diagnóstico e estimulação, menos problemas ela apresentará. Converse com os pais dela sobre o que vc tem observado e sugira essa avaliação. Psicóloga Ivonete Garcia

P: Minha filha, de 4 anos mora com a avó, para que eu possa trabalhar, não moro com essa avó, sei que ela sempre foi muito possessiva. Devido ao comportamento de minha filha, de sempre estar falando que a avó bate "com tudo" nela, de sempre chorar muito quando tem que voltar para a avó, algumas marcas que segundo a avó sempre é fruto de alguma queda, etc, levei, a conselho de algumas vizinhas da avó, que escutam minha filha chorar muito, então, a levei para uma psicóloga que diagnosticou "Síndrome de Ansiedade Infantil" e solicitou orientação para a avó devido também ao "mutismo" que minha filha apresentava durante as sessões. Me foi solicitado que minha filha permanecesse sob psicoterapia. A avó acha que é desnecessário, e se nega a levar minha filha a um psicólogo, não tenho tempo pois trabalho durante a semana toda e desconheço psicólogo infantil que atenda de domingo, nunca ví a avó agredir minha filha, qual a importância de se estar levando minha filha no psicólogo? Grata.

R: Ana Patricia, uma criança de 4 anos apresenta condições de relatar o que se passa com ela. Pode mentir inclusive para receber atenção, mas um diagnóstico já foi realizado por profissionais. Procure um profissional que realize atendimentos à noite ou aos sábados e encaminhe a sua filha. A importância de um tratamento psicológico é que estará auxiliando sua filha a tratar de suas possíveis dores emocionais e resgatar sua saúde emocional. Também não adiantará tratamento psicológico para sua filha, se ela continuar num ambiente de hostilidade e agressões. Veja isso com mais atenção e cuidados, isso é sério! Psicóloga Ivonete Garcia

P: meu nome é Rosana, tenho um filho de 10 meses, que sofre de epilepsia, toma três medicamentos fortes, (Rivotril, Trileptal e Gardenal) mas esses medicamentos não estão resolvendo, ele ainda tem convulsões. to desesperada, a Ressonância deu "discreta proeminência dos espaços subaracnoideos na região frontal bilateral. ele não senta ainda, to preocupada, a Neuro disse que ele vai ser uma criança normal, mas com um atraso no desenvolvimento. já levei em vários médicos, mas não fizeram nada. Eu preciso saber o que devo fazer, pois os remédios aumentam e não resolvem. eu procuro solução, pois ele ta fazendo fisioterapia pra ganhar os movimentos, e ta difícil. eu gostaria que voce fosse sincero comigo ,e me respondesse o que significa esse problema que deu na Ressonância. ele toma 20gts de Gardenal 2vz ao dia,1ml de Trileptal de 8 em 8hrs e 12gts de Rivotril de 6 em 6hrs.por favor me ajudem, eu não sei mas o que faço. obrigada

R: Rosana,  o resultado da Ressonância Magnética de crânio pode não ter maior significado. Creio que deve conversa com o médico que o está orientando para verificar outras poções de medicamentos para controlar as crises ou procurar outro especialista para uma outra opinião. Dr. Abram Topczewski

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