As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

Minha Equipe

Doenças

Medicamentos

Psiquiatria Infantil

Psicoterapia e Terapia Ocupacional

Neurologia

Perguntas, Respostas

Indicador de Profissionais não da Equipe

Estimulação Magnética (TMS)

Depoimentos

Mande perguntas, depoimentos

Mande sua opinião

Cadastrar Colegas

Hospitais e Clínicas

Laboratórios de Análises Clínicas

Laboratórios Farmacêuticos

Livros Médicos

Artigos Científicos

Tratamentos gratuitos

Índice Alfabético

Links

Cuidado com falsos médicos

Medo de desmaiar, falta de ar, tontura, pernas bambas, tudo isso pode ser Síndrome do Pânico, que na maioria das vezes tem tratamento fácil

Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico.

Perguntas e Respostas Depoimentos em Pânico   Depressão e Pânico na gravidez  Stress  Pós Traumático Stress A importância da Psicoterapia

Texto que responde a milhares de perguntas iguais: Síndrome do Pânico não é uma doença do cérebro causada por algum "defeito da Serotonina". Quase ninguém precisa medicação "para o resto da vida". Transtorno do Pânico cura sim, porque ele quase sempre é uma reação do seu organismo uma situação estressante cuja saída envolve decisões importantes, perdas afetivas, financeiras, mudanças de estilo de vida, etc. Por isso recomendamos algumas medidas além da medicação. Entre elas uma forma de psicoterapia, ou Yoga ou Meditação, dependendo do caso.

As pessoas tratam com Frontal, Rivotril, Lexotan, Anafranil, Prozac, Aropax, etc., são dezenas de remédios diferentes. Se um remédio é melhor que o outro, depende de cada paciente. Existem muitos ótimos remédios, mas isso não quer dizer que são ótimos para todas as pessoas que tomam. 

Conhece o chavão "cada caso é um caso"? Não é um chavão, é uma realidade diária na arte de  exercer a medicina.

P: Olá Doutor, parabéns pelo site tão explicativo. Doutor me trato há 1 ano com psicoterapia e minha psicóloga é contra eu tomar remédio, mas a coisa chegou a tal ponto que já não suporto mais essas crises, então resolvi procurar um psiquiatra, e já fazem dois dias que estou tomando remédios, um deles é o Paroxetina e estou me sentindo melhor. O que a minha psicóloga alega é que minha Síndrome do Pânico é emocional e não um problema nos neurotransmissores. gostaria de saber e existe essa diferença e se existir quer dizer que enquanto não me curar emocionalmente não vou sarar? mesmo tomando remédios?

R: O fato de ter origem psicológica ou emocional ou em fatores externos não quer dizer que você não deva tomar remédios. Se fosse assim ninguém tratava infarto, gastrite, úlcera, pressão alta e muitas outras doenças na mesma situação. É triste ver que ainda existem psicólogas com essas idéias atrasadas. Ainda mais porque quando você não tiver mais os sintomas do Pânico aí sim é que vai ter cabeça fria para analisar o que pode e deve ser mudado na sua vida para que o Pânico não volte mais.

1) Sintomas da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico:

Os sintomas físicos mais comuns são taquicardia, sudorese, sensação de falta de ar (não se preocupe porque ninguém jamais morreu sufocado por causa de Pânico), tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de que o ambiente está estranho, que a pessoa "não está lá" (isso se chama desrealização e não tem nada a ver com loucura, não se preocupe), de que vai desmaiar, de que vai ter um infarto, de uma pressão na cabeça, de que vai "ficar louco", de que vai engasgar com alimentos, assim como crises noturnas de acordar sobressaltado com o coração disparando e com sudorese intensa.

Alguns pacientes referem diarréias intensas em determinadas situações. Outros tem todos os sintomas de uma Labirintite. Outros passam a ter pensamentos que não saem da cabeça de que poderiam ter doenças graves mesmo que todos os exames sejam normais, ou de que poderiam fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas.

Podem ocorrer pensamentos que a pessoa sabe que não fazem sentido, mas não consegue tirar da cabeça, por exemplo se atirar de uma janela, machucar alguém ou ela mesma com uma faca. Tecnicamente falando, pensamentos obsessivos, fazem do quadro clínico e desaparecem com o tratamento do pânico.

Um medo muito comum é o de "voltar a sentir medo". Muitas vezes o simples pensamento de entrar num avião ou passar ao lado de um abismo já desencadeiam a crise. Algumas pessoas vão a um cinema, teatro ou restaurante e procuram sentar-se perto da saída, outras não trancam a porta quando vão ao banheiro, sempre para sair facilmente caso venham a passar mal.

É comum a pessoa ter passado por cardiologistas, clínicos, hospitais, laboratórios, etc., com todos os exames normais, a não ser, com certa freqüência, um Prolapso de Válvula Mitral, que os cardiologistas não consideram patológico.

Muitas vezes as primeiras crises aparecem subitamente em situações normais e habituais.

É claro que a maioria das pessoas não tem todos os sintomas acima.

Uma forma mais específica da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico se chama Fobia Social e se caracteriza por crises de ansiedade em situações como por exemplo reuniões, apresentações, discussões com superiores, assinar algum documento, cheques ou mesmo levantar uma xícara de café em público.

Algumas vezes os sintomas aparecem após uma experiência traumática na qual a pessoa se sentiu indefesa ou humilhada ou sem possibilidade de reação, por exemplo assalto, seqüestro, acidentes. Essa forma mais específica de distúrbio de ansiedade se chama Distúrbio de Stress Pós Traumático.

2) Desenvolvimento de fobias:

Após ter tido muitas crises, a pessoa pode não sentir mais os sintomas físicos mas continua com medos que ela mesmo percebe que não são lógicos, como por exemplo de dirigir (principalmente em congestionamentos, túneis ou estradas), de pegar ônibus, metrô, avião, de participar de reuniões, de viajar, de ficar sozinha ou de sair sozinha de casa, ou de escuridão, de ficar em lugares com muita gente como Shopping, cinema, restaurantes, filas, elevadores, ou então de lugares muito abertos e vazios. Às vezes aparece até mesmo medo de dormir, quando a pessoa teve crises noturnas, ou de se alimentar, quando teve sensações de engasgar.

3) Causas:

  • Psicológicas (são as mais comuns): reação a um Stress ou a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil. Essa situação difícil pode ser profissional, afetiva, financeira, de saúde, etc.
  • Físicas: alterações no organismo provocadas, por medicamentos, doenças físicas, por abuso de álcool em drogas.
  • Genética familiar de Pânico, Depressão, DOC, TAG, PTSDDDA, etc. Atenção: predisposição genética não quer dizer hereditariedade. Ou seja, Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico não passa de pai para filho, não se preocupe.

O mais comum é uma combinação de várias causas.

Sofrer de Pânico não tem nada a ver com personalidade forte ou fraca, com a pessoa ser ou não corajosa.

4) O tratamento da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico consiste basicamente em duas etapas:

  • Acabar com os sintomas físicos, os quais costumam passar rapidamente com a ajuda de certos medicamentos. Nessa fase inicial onde o objetivo é acabar com os sintomas físicos (e que realmente acabam muito rápido, às vezes em questão de horas), a Psicoterapia sozinha ajuda muito pouco.
  • Acabar as fobias. Nesta fase o tratamento mais eficaz é uma combinação de medicação com Psicoterapia (que aliás nem sempre é necessária), principalmente a Psicoterapia Breve Focal, que consiste em poucas sessões para ajudar o paciente a mudar de atitudes, sair de situações difíceis e principalmente ver os problemas com mais objetividade, ficando portanto mais fáceis de serem resolvidos.
  • Ao mesmo tempo, seu médico irá pesquisar alguma doença física que possa estar provocando, desencadeando ou prolongando a Síndrome e se for o caso tratar ou encaminhar para algum Colega fazê-lo.

5) Para a família:

  • Geralmente a família sofre porque não consegue ajudar e sobrecarrega o paciente porque vê a pessoa passar por cardiologistas, clínicos, neurologistas, gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, etc., fazer exames, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhora. Então começa a dizer que é fita, "frescura", falta de força de vontade, de coragem, e começa a dar palpites para você "se ajudar" "se animar" "reagir" e etc., como se você não soubesse de tudo isso.

6) Observações

  • Existem alguns casos em que o primeiro remédio não produz resultado. Isso não quer dizer caso grave e nem incurável. Na maioria das vezes basta trocar a medicação.
  • Mesmo que você já esteja se sentindo bem, não interrompa a medicação. Interromper a medicação antes da hora significa quase sempre uma recaída.
  • A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico é benigna e curável, quase todos os sintomas desaparecem nas primeira horas de tratamento, porem ela é muito "teimosa" e o tratamento de manutenção é longo. Evidentemente que sem sintomas, mas com a manutenção da medicação.
  • A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico pode reaparecer sim, mesmo que os problemas tenham acabado.
  • Durante o Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico a pessoa pode passar por fases de depressão. Isso não quer dizer que você sofra de duas doenças.
  • Algumas pessoas com Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico tem receio de fazer ginástica. Pelo contrário, um bom condicionamento físico é sempre importante, ainda mais para quem está sujeito a ter crises de taquicardia. Além disso, ginástica libera Endorfinas, que são nossos Antidepressivos naturais e aumentam nosso bem estar.
  • Yoga, meditação, massagem de relaxamento: sempre ajudam e muito, principalmente as duas primeiras.
  • Diminuir álcool e cafeína (café, chá preto, chá mate, refrigerantes) sempre ajuda.

Google

Perguntas e Respostas Depoimentos em Pânico   Depressão e Pânico na gravidez  Stress  Pós Traumático Stress A importância da Psicoterapia

 

Se comprar clicando aqui você está ajudando este site a ajudar mais pessoas. 

Dr Rubens Pitliuk  Minha Equipe  Doenças  Medicamentos  Psiquiatria Infantil  Psicoterapia e Terapia Ocupacional  Neurologia  Perguntas, Respostas  Indicador de Profissionais não da Equipe  Estimulação Magnética (TMS)  Depoimentos  Mande perguntas, depoimentos  Mande sua opinião  Cadastrar Colegas  Hospitais e Clínicas  Laboratórios de Análises Clínicas  Laboratórios Farmacêuticos  Livros Médicos  Artigos Científicos  Tratamentos gratuitos  Índice Alfabético  Links  Cuidado com falsos médicos