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Meus amigos, resolvi, depois de
navegar por este site, verificar a quantidade de pessoas que, como eu, passam ou
passaram por estas crises horrendas e, como muitos disseram, não as desejo para o
meu pior inimigo.
Tudo começou com um trauma forte dentro de meu trabalho, me envolveram em
fofocas, ciladas de pessoas que, infelizmente, não tem caráter algum, enfim,
sai de meu trabalho deixando minha mesa lotada e, dirigindo feito louca, fui ate
a casa de meu pai, em Sao Paulo. Moro em Mairiporã, Terra Preta, desta cidade
ate Sao Paulo, a uma velocidade compatível com a estrada (entre 70 e 80 km),
neste trecho 40 minutos até a bifurcação para a Marginal, pois bem, neste dia
levei apenas 15minutos ate a casa de meu pai, na zona leste de Sao Paulo. Estava louca,
chorando muito, e, chegando a casa de meus pais, chorei o dia todo, não comi
nada, a sensação era que eu estava enlouquecendo, pensava em colocar uma bomba
dentro do estabelecimento que trabalhava e, me matar depois, imaginava situações
para matar as pessoas de la e, me matar junto, lembrava de filmes policiais ou
deste gênero para buscar inspirações para realizar isto, e, como estava com o
meu mental perturbado, meu físico respondia suando frio, minha pressão ficava altíssima,
nada do que me diziam tinha importância, para mim o que importava era, naquele
momento era morrer e matar. Em meio a tudo isso, a sensação de pânico, de não
querer ser vista, não atender a porta ou ao telefone, cheguei a colocar toalhas
grossas nas janelas da minha casa para que ninguém me espionasse, não acender
a luz a noite, achar que minha comida estaria envenenada, que minha casa estaria
sendo vigiada, imaginava que arquitetavam planos para me prejudicar, imaginava que alguém
sempre me espionava, estava ficando paranóica, e estes pensamentos perduraram
ate que com uma faca, tentei suicídio em minha casa. Neste dia, percebi que
precisava de ajuda, mas de quem? Imaginava que, se contasse isso tudo a alguém,
me internariam em um manicômio, submetida a eletrochoques, medicação pesada.
Ate que, confiei em meu marido e, este, sendo, como sempre foi, paciente, me
levou a um psiquiatra para uma consulta, e la, escutando meu problema e, amigos,
não contei tudo, esta e a primeira vez que comento tudo o que me aconteceu, o
medico, me prescrevendo a medicação adequada, depois de 3longos meses de
tratamento, estou me sentindo melhor e, com a consciência de que devemos dar um
passo de cada vez, não se cobrando ou se torturando, com situações com as
quais voce ainda não esta preparada para enfrentar.
Neste meu depoimento, quero mostrar que, para todos os que estão pensando em
procurar ajuda e, passando por situações constrangedoras para nos mesmo e para
os que nos cercam, não pense, procure um médico, ele terá a experiência
para, com o auxílio de medicações adequadas ajuda-lo a simplesmente ter uma
vida tranqüila, não se sinta constrangido ou imagine que esta louco, como eu
imaginei, não se cobre, não reaja contra, apenas procure a ajuda necessária
e, volte novamente a viver dignamente.
Tinha uma vida normal, família,
filhos, trabalho, minhas responsabilidade. Era td muito turbulento mas
transcorria normalmente até que há dois anos minha vida parou. Tentei matar
minha filha caçula, que na época so tinha 6 meses de vida, meu marido e acabei
internada num hospital psiquiátrico.
Faço consultas regulares com psiquiatra, mas não consigo, tomar as medicações
que me são fornecidas por que me deixam dopada e, eu preciso ficar sóbria para
cuidar da minha filha. Gostaria de saber se é possível sair disso sem
medicamentos e acompanhamento. Não consegui retomar minha vida profissional,
tenho pânico de algumas coisas antes rotineiras, como pagar contas ir ao
mercado e coisas do gênero. Me sinto uma inútil e tenho medo de ficar assim o
resto da vida. Fiquei feliz com as informações que encontrei aqui
Olá, estou muito triste de ver
meu irmão a 1 ano e 2 meses passando por vários tratamento de Esquizofrenia e
nada resolve a cada dia parece pior, já tomou vários tipos de remédio como ( Risperidon,
Akineton, Haldol, Fenergan e por fim Abilify ) e nada resolveu, não sabemos
mais o que fazer estamos meio que desesperados pois ele fala em até se matar
pois diz que sua doença não tem mais cura, por favor me ajude !!!!!
Olá, eu estou apavorada com a idéia de minha
mãe estar surtando de verdade, ou estar tendo uma SP, na verdade eu não sei
qual é essa diferença, ela está se sentindo perseguida, fala que vão matar
ela e eu, se uma pessoa espirra ela leva um susto absurdo somente com o barulho inesperado
... Estou muito preocupada e sem saber o que fazer, sei que ela precisa de um
tratamento, mas queria muito que alguém pudesse me falar que isso seria
"apenas" uma SP, e não um loucura de verdade.
Nas
linhas abaixo vou escrever algo muito estranho que se sucedeu comigo há exatamente um ano, quando meus pensamentos
tornaram-se muito confusos. O
processo de confusão mental começou com distúrbios no sono. Eu comecei a ter
dificuldades para dormir. Deitava meia noite e ficava rolando na cama ate duas
ou três horas da manhã. Esta situação durou alguns meses. No sei se e' válido
relacionar o surgimento da Psicose com stress, mas, de qualquer forma, eu vivi
os últimos anos em um ritmo de estudo e de trabalho bastante intenso, sem
ferias. No final desta fase de problemas para dormir, eu entrei numa fase de
escrever muito. Existe um filme muito forte que fala de um homem que começa a
escrever um livro e começa a ter Psicose. Este filme chama-se "O
Iluminado", e foi dirigido por Stanley Kubrick. Quando eu comecei a
escrever, comecei a ter certos momentos de iluminação (insights). Analisando,
hoje, friamente o que eu estava escrevendo, vejo que trata-se apenas de algumas idéias
confusas e meio sem sentido, mas naquele momento, pareciam grandes descobertas.
Depois de algum tempo eu comecei a desconfiar que havia uma força diabólica em
meu computador, que mexia naquilo que escrevia. Eu estava sozinho e comecei a
ficar com muito medo. Comecei a ter certas iluminações (insights) em assuntos
religiosos e filosóficos. Neste momento eu passei a no dormir mais, nem de
noite nem de dia. Este estado durou cerca de uma semana. Eu tinha a sensação
de estar presenciando forças demoníacas, meu ouvido começou a ficar mais
refinado para sons agudos, as coisas passaram a ter um aspecto de pintura
modernista ao meu redor. Eu saí para caminhar, numa manhã, e vi, junto a uma
casa abandonada, um caqui espetado com vários pregos. Naquele momento, eu
relacionei o caqui cheio de pregos com porteiro. Passei a desconfiar que o
porteiro tinha posto o caqui e passei a desconfiar que ele queria me matar. Eu
tinha, além do porteiro, a impresso que eu ia morrer de alguma forma, como
algum tipo de punição divina por estar descobrindo coisas proibidas. Durante a
noite cheguei a ficar pensando em morte e em sangue e no conseguia me livrar
destes pensamentos. Algumas cenas do filme "O Iluminado" vinham a
minha mente. Outro filme que me sugestionou nesta época, foi
"Matrix". No final, quando eu estava com os pensamentos bastante
confusos, consegui encontrar a minha agenda ( eu não conseguia mais procurar as
coisas em minha casa ) liguei para um colega e pedi para ir dormir na casa dele,
porque eu estava com medo do porteiro. Um fato que me chamou a atenção na época
é que este colega tinha a imagem de nossa senhora no seu carro. Veio este amigo
meu e mais um outro, que começou a passar mal no carro e nos dirigimos ao
pronto socorro. Chegando ao pronto socorro, eu descobri que era eu que estava
passando mal, não meus amigos. O susto foi muito grande e eu tive um delírio
(posso hoje chamar de delírio, mas no momento era real) que me marcou muito. Eu
acreditei que meus amigos eram algum tipo de anjos. Que os médicos eram algum
tipo de anjo e que eu estava numa espécie de Céu. Acreditava que as pessoas
fora do consultório Psiquiátrico que eu me encontrava tinham problemas mentais
e que, algumas delas estavam boas. Os médicos e os meus amigos eram pessoas com
a cabeça boa, que eles tinham acabado de me salvar da loucura que domina o
mundo. Dai para frente passei a me tratar com anti-psicóticos, calmantes.
Depois entrei em depressão, que e' um sofrimento muito grande onde a vontade de
morrer toma conta. Passei então a tomar anti-depressivos. Meu sono passou a ser
diferente. Acordava de hora em hora durante a noite e tive alguns pensamento
malignos. Durante algum tempo eu acreditava que estava sendo vigiado e tinha
medo de jogar algumas coisas que tinha escrito no lixo. Uma coisa estranha que
aconteceu durante a Psicose foi a lembrança de ter estado em um lugar sujo.
Esta lembrança parecia ser algo que eu tinha sonhado. Associei esta lembrança
duas marquinhas que surgiram em minha perna cuja origem é desconhecida. Hoje,
um ano depois da Psicose, já voltei a estudar normalmente e estou fazendo
terapia.
MENSAGEM DE ENCORAJAMENTO--Não
vim para discorrer sofre os terríveis males q a doença traz. Males duros para
o paciente e claro tb para sua família. Isso quem passa pela experiência sabe
o quão doloroso é. Vim para trazer otimismo aos q sofrem. Sigam o tratamento. Tomem
a medicação. Discutam efeitos colaterais com seus médicos. Quem puder faça análise. O
tratamento pode ser muito longo, muito longo mesmo. Tenham coragem. Não será
em vão. À doença é "dominável". VC vai conseguir respeitando certos
limites viver plenamente. Faça no dia de hj aquilo q vc estiver conseguindo: se
hj vc consegue apenas varrer sua casa, varra, se amanhã vc consegue fazer um bolo, faça, se
só consegue rezar, reze, se só consegue molhar as plantas, molhe. Não desista. NÃO
INTERROMPA O TRATAMENTO ! Não tenha medo, por mais doído e demorado
lembre-se a cura existe. Reze, esforce-se e persevere.
Estou precisando muito de aprender a conviver com o
problema, pois já o enfrento há quase 7 anos. Meu filho de quase 23 anos já foi diagnosticado com o problema, mas se recusa
terminantemente ser tratado, e os médicos me dizem que sem a aceitação
dele nada pode ser feito. Então estou num impasse, sem tratá-lo, e tendo
uma dificuldade muito grande para conviver com a situação ( meus
familiares também, é claro) . O que fazer? Forçar uma internação para
tratamento, correndo o risco dele piorar? Ou simplesmente aprender a
conviver com ele? Ele pode piorar? Pode ter um surto e ficar agressivo?
Estou enlouquecendo de tristeza em não poder fazer nada, e vê-lo nessa
situação tão triste. Afastado de tudo, da família, sem ligar pra nada,
pra ninguém, cheio de manias.
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