Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Se você está tratando uma depressão pós parto ou depressão puerperal há mais de 4 semanas sem melhora, é tempo de rever todo o tratamento. Pode ser medicação não ideal para o teu caso, pode ser subdose, pode ser necessidade de uma terapia, pode ser algum problema orgânico presente.

Preciso tratar uma  Depressão e Pânico na Gravidez e no período pós Parto

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

  • Uma mulher que teve Depressão Pós Parto ou Depressão Puerperal tem mais chance de ter outra depressão na próxima gravidez, mas existe tratamento preventivo e a mulher pode engravidar novamente sem essa preocupação.
  • Depressão e Pânico na gravidez podem ser tratados sim.
  • Depressão e Pânico não impedem nenhuma mulher de ficar grávida.
  • Depressão e Pânico podem ser tratados sem precisar suspender a amamentação.

Mas é um assunto que exige análise detalhada de cada caso e sugerimos remédios pela Internet sem conhecer a paciente pessoalmente

 

 

 

P: Tive meu primeiro filho há nove meses e meio, e nos primeiros 50 dias tinha mta vontade de chorar, calores corporais em forma de ondas, angústia e insônia. Todos esses sintomas já passaram a não ser a insônia acompanhada de taquicardia. Será que ainda estou com depressão? Devo procurar ajuda, ou passará sozinha como os outros sintomas? Obrigada.

R: Pode ser que passe logo, pode ser que demore, mas vai acabar passando. Vc precisa avaliar se esses sintomas te atrapalham ou não a vida e se precisa sofrer ao invés de tratar.

P: Após o nascimento da minha 1ª filha em 11/01/2009, um dos principais motivos de ficar depressiva foi a realidade. Ser completamente responsável por aquele ser tão pequeno e indefeso me assustou, estava certa que não daria conta, não consegui amamentar, me irritava aquele choro durante os dias e as noites eu não sabia o motivo, em casa era só eu e meu Marido, 02 pais completamente inexperientes, os afazeres domésticos, a dor nos pontos, trocar roupa, fralda limpar o garfo o tempo todo me deixaram muito nervosa. Justo eu que sempre fui independente, tinha meu dinheiro e gastava da forma que queria, viagens, roupas, cabeleleiro, baladas e restaurantes, de repente me vi numa situação em que estava completamente presa, sufocada, não tinha mais nenhuma liberdade, e minha vida se transformou em cuidar daquele bebê só isso. Fui ficando cada vez mais triste, só chorava, no 1°mês perdi 17kg, não conseguia comer, queria só ficar na cama, mais não podia porque tinha que cuidar dela que tinha muita cólica devido ao leite que tomava, eu não amamentei minha filha por pura falta de paciência. Eu sentia que não há amava, cheguei até a entender porque tantas mães jogavam seus bebês fora, tive sentimentos que jamais achei que poderia ser capaz de te-los. Minha vida se tornou um inferno, só brigava com meu marido não queria nem pensar em sexo, ela chorava e eu tinha vontade de sair correndo e nunca mais voltar. Olha foi momentos muito difíceis que eu passei, não desejo para ninguém. Hoje depois de 07 meses, sinto-me melhor, mais mesmo assim as vezes ainda penso como minha vida seria diferente se eu não tivesse filhos, sinto como se a bebê fosse uma limitação para mim, no sentido de trabalhar ( tive que deixar meu emprego e hoje trabalho em casa, porque não tinha com quem deixa-la e escolinha não aceitaram devido a idade na época) e até no sentido de viver minha própria vida, não sei quando isso vai passar? até quando vou ficar com esses sentimentos confusos, ora estou bem ora estou depressiva? Nunca procurei ajuda ou tratamento.

R: Seria conveniente uma avaliação com um psiquiatra pata ver se essa depressão passou completamente mesmo ou se existem fatores psicológicos que precisariam ser tratados em psicoterapia

P: Descobri que estava grávida com um mês, e nesse um mês fiz tratamento de depressão, tomando : TOPIRAMATO, LEXAPRO E RIVOTRIL. Assim que descobri parei na hora ! Estou mto aflita com medo de meu BB ser afetado ! Por favor quais são os riscos doutor???

R: São tremendamente mínimos, não se preocupe mesmo ! Faça teu pré natal, teu Ultrasom (quando chegar a hora) e curta tua gravidez.

P: Dr. Rubens Pitliuk, obrigada pelo espaço, bom quero muito saber se quem toma remédios controlados como Rivotril pode engravidar, meu marido toma remédio controlado há + ou - 1 ano e meio, estou tentando engravidar há uns 3 meses e não estou conseguindo, já fiz todos os exames ginecológicos e a minha médica diz que está tudo normal comigo, já tenho uma filha de 4 anos, e na época que tentei engravidar foi rápido na primeira tentativa, quero saber se os remédios deixou meu marido infertil - esclarecendo é Rivotril de 1 miligrama na qual ele divide em quatro partes e toma 2 pedaços durante o dia, ele faz isso porque está tentando se livrar dos remédios. desde já agradeço.

R: O Rivotril não deixou seu marido estéril.

P: Olá Dr. Rubens, tudo bem? POR FAVOR, NOS AJUDE! Eu e minha mulher fomos morar à pouco numa cidade pequena, só tem um médico na cidade e ela está grávida de 5 meses, ela tem síndrome do pânico e foram retirados de uma vez os remédios. Os efeitos colaterais são horríveis, ela não dorme à três dias, tem tremedeira e ansiedade o dia inteiro, não sei mais o que fazer, pois não tenho condições financeiras para levar ela até outro médico em outra cidade. Ela tomava Paroxetina (1 pela manhã) e Bromazepan (1 p/ dormir), agora está tomando Passiflorine (4 p/ dormir). Gostaria de saber os riscos da abstinência, pois ela tomou por seis anos. Também gostaria que o senhor indicasse um remédio natural melhor que o Passiflorine, pois o médico disse que não existe melhor e é um remédio de custo alto para nós. A maior dificuldade é fazer ela dormir. Eu não imaginava que alguém fosse capaz de ficar tanto tempo sem dormir. POR FAVOR, PRECISAMOS DE AJUDA, NÃO POSSO MAIS VER ELA NESSA SITUAÇÃO PORQUE AMO ELA DEMAIS E NÃO ESTOU CONSEGUINDO CUIDAR BEM DELA. Obrigado pela atenção! Rodrigo A. M.

R: Oi Rodrigo, tudo bem sim. Pena que com vocês as coisas não estão bem. Ligue na Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina mais próxima que eles certamente recomendam um Psiquiatra experiente próximo.

P: Tive na minha primeira gravidez depressão e Síndrome do Pânico, hoje meu filho tem 12 percebo que ele não vai bem nas escola, fica repetindo sempre a mesma coisa, principalmente provocando o pai e o irmão mais novo. após três anos engravidei novamente, tive novamente depressão e Síndrome do Pânico com pensamentos muito ruins, durante a gravidez, qdo em crise de Pânico a minha barriga se contrai inteira, tanto que desde os quatro meses de gravidez eu sofria de contrações, ele nasceu de 38 semanas. hoje ele é compulsivo com relação a comida e arranca os cabelos faço tratamento com fono, é muito inteligente mas não vai bem em português, meu marido o trata como um bebe e faz diferença de um e de outro, não sei o que fazer com agir, sinto que os dois são assim por minha causa, gostaria muito que pudessem me orientar se possível.

R: Marcia, não acho que vc seja "culpada" por isso tudo. O que me parece é que seria bom você procurar um psiquiatra com experiência em infância e adolescência para diagnosticar bem objetivamente o problema e sugerir um tratamento, que pode até mesmo ser uma orientação familiar com uma psicóloga. 

P: Tenho 26 anos e há 3 meses após passar muito mal fiquei sabendo que estava com uma gestação ectópica, em processo de aborto, c/ hemorragia e teria que fazer uma cirurgia de emergência e retirar uma das trompas. Desde o momento em que descobri a gravidez meu marido me culpa pela perda do bebê, fala que sou irresponsável, incompetente, e que foi muito bem feito para mim ter passado por isso e daí em diante passamos a nos distanciar. Do ocorrido para cá, perdi a vontade de tudo, acabei me culpando realmente pelo que aconteceu, não consigo dormir, nem me alimentar direito. Tenho fortes crises de dor de cabeça e não tenho vontade de sair nem falar com ninguém, as vezes estou bem, outras já estou irritada demais, sem paciência, e qdo noto o desprezo do meu marido comigo fico ainda pior. Com muita dificuldade aceitei buscar uma ajuda profissional, pois quero me levantar e cuidar de mim e da minha filha de 03 aninhos. iniciei um tratamento com antidepressivo mas não estou tendo melhorar e nos últimos dias tenho sentido muito medo de sair na rua, só de pensar em sair já me dá um mal estar e começo a chorar. Queria saber se esse medo tbem faz parte da depressão, se tem algum outro caminho que eu possa obter melhores resultados. Tenho lutado para ficar bem, mas não tenho conseguido. Preciso de ajuda.

R: Denise, retorne ao médico ou procure ajuda de um médico psiquiatra para rever a sua medicação e um psicoterapeuta para auxiliar na resolução dos problemas psicológicos e conjugais que vc está apresentando. Tente a companhia de seu marido na consulta. Saiba, que em situações de perdas, como foi a da gravidez ectópica, é comum, as pessoas procurarem um culpado, para melhor lidar com a situação. Com a ajuda de um profissional e resignificando a perda, encontra-se caminhos para a retomada da relação consigo mesmo e com os outros. Estamos à sua disposição. Ivonete Garcia

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