Mental Help:Psiquiatria,Neuropsiquiatria. Psychiatry
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Dr Rubens Pitliuk

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Transtorno de personalidade Borderline, Abuso Sexual

Perguntas, respostas e depoimentos sobre Transtorno de Personalidade Borderline e seqüelas de abuso na infância

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

 

 

 

 

Tenho 30 anos e nunca falei sobre esse assunto com ninguém, quando tinha 13 anos sofri abuso sexual do meu pai, ele bebia muito na época (agora não bebe mais) ele nunca chegou as vias de fato, mas quando era de noite todos dormiam em casa ele vinha me tocar e eu não sabia como agir e fazer (ele pensava que eu estava dormindo), num certo dia minha mãe me acordou toda nervosa e mandou eu levantar da minha cama e ir dormir com ela. Não sei o que aconteceu até hj, lembro vagamente o que ela disse para alguém, parece que ele estava nu do meu lado dormindo e bêbado, não sei o que houve, logo depois fui morar com minha tia que vivia no andar de baixo, durante uma época fui perseguida pelo meu pai ele saiu durante um período fora de si, porque não falei mais com ele durante 3 anos, ele começou a me perseguir nos lugar que eu ia, bebia muito, todos tinha medo que ele fizesse alguma besteira comigo. Na mesma época um namorado de uma prima minha também iniciou a me seduzir sexualmente e ali aconteceu tudo não entendia muito bem. Hoje namoro com uma mulher faz 8 anos (sempre tive namorados mas nunca me apaixonei de verdade e nunca tive nojo sexualmente), mas sinto que falta alguma coisa na minha vida, atualmente moro fora do país sempre foi o meu sonho, mas sempre me sinto insatisfeita, estou cheias de dívidas "grandes" no Brasil, sou formada em Comunicação Social, mas sempre fui muito dispersa na universidade demorei quase 10 anos para me formar. Profissionalmente me sinto frustrada e irrealizada. E mais, com essa minha namorada nunca tive orgasmos, me bloqueio com estou com ela, no iniciou era diferente. E sempre entro na internet para ver homens e fixo sempre no orgãos genitais deles, e sempre sempre me masturbo e tenho orgasmos. Quando vejo cenas em filmes de estupros me revolto muito e me excito muito. Quero me tratar não sei o q eu tenho. Porque minha namorada e muito nervosa também (ela teve Síndrome de Pânico), as vezes penso que nossa união foi um péssimo negócio porque ressaltou os nossos problemas, porque quando discutimos somos muito agressivas uma com a outra nos ofendemos.

O que vcs têm a dizer sobre auto-mutilação? Tricotilomania é uma forma de auto mutilação? Há algo sobre o assunto no site?

Auto-mutilação não é a mesma coisa que a Tricotilomania. Especifique melhor do que se trata, para eu poder dar uma resposta. 

Há aproximadamente 4 anos sofro de Depressão, com sintomas típicos como: falta de prazer nas coisas que faço, dificuldade de concentração, tristeza, dores estranhas, cansaço, fadiga, sono em demasia, etc. Mas o que mais me perturba é a presença de um Transtornos Dissociativo chamado de Desrealização, que é a sensação de irrealidade do meu mundo exterior, como se tudo fosse estranho e nada fizesse sentido nos meus atos. Por favor, isso tem tratamento e cura?

A Depressão (e o Pânico) por si só já pode produzir esse sintoma de Desrealização. Provavelmente com a melhora da Depressão isso também irá melhorar. Provavelmente não tem nada a ver com Distúrbios Dissociativos, fique tranqüila (o). 

Tenho 24 anos. Sou anti-social, agressiva, violenta, mau-humorada e vingativa. Só penso em suicídio. Faço tratamento com Psiquiatra mas não estou melhorando. Ele diz que tenho uma doença do humor. Todos dizem que sou igualzinha a meu pai, que nos batia até desmaiarmos. Acho que as pessoas têm razão. Eu simplesmente não tenho a capacidade de perdoar e as menores coisas me afetam profundamente. Sou muito, mas muito ansiosa. Coloco a ponta da lapiseira por baixo das cutículas e arranco as unhas por inteiro. Sou muito perfeccionista e acho sempre que todos devem ser também. Minha vida é um tormento, uma tortura. Preciso de ajuda,   mas não sei onde procurar. Não agüento mais viver assim. Por favor, me ajude. 

Talvez exista mais do que apenas uma doença do humor, que no caso poderia ser uma Distimia, por exemplo um Borderline.

Sou uma mulher de 19 anos. Tenho um namorado, faço faculdade, não tenho amigos, apenas colegas na faculdade com os quais me relaciono apenas quando é realmente necessário. Tenho pensamentos constantes sobre o suicídio. Talvez a única coisa que tenha me impedido até agora é o medo de existir um lugar ainda pior. Não terei filhos, isso é uma certeza. Meu namorado, com quem pretendo me casar, embora esteja longe de amá-lo, gostaria muito de ter um filho mas parece que já o convenci do contrário mesmo sabendo que ele será infeliz desta maneira. Não tenho religião. Não sei se posso dizer que já tentei o suicídio. Por três vezes tentei me matar mas era muito jovem e não tinha noção do que poderia matar uma pessoa. Ninguém nunca soube de nada. Recentemente não tenho tentado embora o desejo seja muito grande. O suicídio para mim significa o encerramento de uma coisa fracassada que por minha vontade nunca teria começado. Ultimamente tenho estado muito sentimental, não a razão. Tudo me faz chorar e ao mesmo tempo parece que nada mais me emociona nada mais que comove. Tenho problemas sexuais. Tenho em minha mente algumas rápidas imagens de coisas que não sei bem se aconteceram realmente. Talvez sofrido alguma "experiência sexual prematura". Eu não sei. Às vezes tenho nojo do sexo, às vezes sinto compulsão por ele. Não ouso dizer nada disto a ninguém, nem sei se tenho algum problema psicológico ou é apenas uma neurose idiota, talvez eu esteja apenas aumentando as coisas. Minha vida parece estar constantemente caminhando para um abismo e ao mesmo tempo parece não sair do lugar. Preciso de ajuda! Mas quem poderia fazer isto por mim?

Essas idéias suicidas e as outras coisas que você descreve podem existir entre outras coisas em casos de abuso sexual. Procure um profissional com quem você possa conversar no mais absoluto sigilo. 

P: Estou . . .  contra a depressão há um ano sem tomar remédios, as vezes a minhas crises passam e em outros momentos elas voltam com força total, nos meus dois últimos anos de faculdade eu me afastei de todos os meus amigos, fiquei agressiva com todas as pessoas e a impressão que eu tinha todo o dia era que eu estava entrando num lugar diferente, onde eu não conhecia as pessoas e teria que conquistá-las todas as vezes. Tenho também problemas em relacionamentos afetivos, tenho medo de gostar de alguém, de ser rejeitada por esta pessoa, de ela ir embora, mas por outro lado tenho medo de ser tocada e me sinto suja, tenho lembranças rápidas de quando era pequena sofria assédio por parte de um parente mas que eu recorde ele não chegou a praticar sexo comigo, será que isso me traumatizou?

R: Em teoria, provavelmente sim. 

P: As vezes chego a pensar em suicídio, nunca tentei, mas desde pequena tenho pensamentos desse tipo. 

R: Pode ter a ver com o abuso. 

P: Há pouco tempo soube de um colega que teve uma overdose e fiquei com inveja dele, não consigo entender porque. A minha família nem imagina que eu faço analise, e tb não tenho coragem de me abrir totalmente com a minha psicóloga. 

R: Leia as páginas sobre Abuso Sexual e sobre Personalidade Múltipla (mas não estou afirmando de modo nenhum que você sofra disso !!!!!!). Quem passou por isso tem mesmo dificuldades de confiar na Terapeuta. 

P: Será que eu preciso tomar algum medicamento?

R: Pode ser que sim, em algumas situações específicas. 

Este é um relato de uma terapeuta holística, renascedora e parapsicóloga, para todos os sobreviventes da síndrome do abuso sexual. Eu mesma passei por essa experiência e em função disto, desde criança desenvolvi depressão, dificuldades de relacionamento interpessoal e uma hipersensibilidade sensitiva. Fiz várias terapias, além de psicanálise por mais de quatro anos. As modalidades terapêuticas que mais me ajudaram foram o Processo Fischer-Hoffman; as meditações do "Um Curso em Milagres" e outras várias modalidades de meditação; trabalho criterioso e profundo com sonhos; exercícios respiratórios; visualização criativa; hipnose; massoterapia; Reiki; Florais de Bach; renascimento e, principalmente, a Respiração Holotrópica.  Passei a desconfiar de um possível abuso sexual há sete anos, em uma sessão de psicanálise, devido a uma insinuação muito sutil do psiquiatra nesse sentido. Como não conseguia esclarecer a questão, a depressão piorou violentamente. Desesperada, usei "ayauasca" (o chá do Vegetal e do Daime), por seis vezes, e, por ser sensitiva, a situação piorou de vez.  Um dos principais problemas em nosso país, é a falta de informação adequada, com relação a vários assuntos, e em especial, quanto à questão do abuso. Adoeci seriamente e procurei modalidades mais naturais e alternativas de cura, mas mesmo assim, não conseguia esclarecer nada disto. As idéias de suicídio se tornaram muito mais intensas, freqüentes e devido à tensão, acabei desenvolvendo um mioma uterino, que provocava constantes e intensas hemorragias. Devido a outros problemas, pedi demissão de onde trabalhava porque não agüentava mais a pressão e passei por um período de ficar trancada em casa, que durou quase dois anos. A situação das hemorragias uterinas piorou a tal ponto que, no ano passado, os médicos me deram um ultimato: fazer uma histerectomia completa. Como eu não quis fazer a cirurgia, porque a essas alturas tinha certeza que o problema era de origem psicossomática, optei fazer sessões de Respiração Holotrópica, para acessar as memórias reprimidas. Eu estava decidida a por um ponto final na dúvida, na questão do abuso e em todo o sofrimento que isto gerou. Acessei várias lembranças através da Respiração Holotrópica, de sonhos, recordações espontâneas, e tive inclusive vivências extra corpóreas relacionadas ao assunto. Voltei a fazer terapia, de abordagem transpessoal e terapia iniciática. De tudo isso, o que mais doeu foi a atitude da minha família, que até hoje continua "fazendo de conta" que não aconteceu nada:  ISTO É PIOR DO QUE O ABUSO EM SI. Eu tenho certeza do que ocorreu porque além de algumas lembranças serem muito claras (a maioria são somente flashs ou insights); eu fui procurar o médico que me atendia na infância e ele confirmou algumas situações que recordei, tais como atendimento médico de caráter "urgente e sigiloso". . . . Em minha família houve dois perpetradores: o próprio pai e isto começou quando eu era um bebê, e durou até por volta dos quatro anos, quando tive uma hemorragia. Depois recomeçou quando eu estava com onze anos de idade, logo após a morte de minha mãe. Durou até os 14 anos, e parou quando eu tive uma crise nervosa. Neste período, houve situações de abuso sexual da parte de um irmão, seis anos mais velho do que eu. Depois que comecei a lembrar desse horror todo, as hemorragias uterinas começaram a diminuir de freqüência e intensidade, e o mioma desapareceu, sem fazer cirurgia e nem tomar medicamento específico. Guardei os exames médicos. Ainda luto contra a depressão e outros desafios, e sei que tudo isso é conseqüência dos abusos mas, principalmente, decorrente do abandono e fingimento das pessoas, ao negarem e agirem como se não tivesse acontecido nada de mais. . . . Conforme já escrevi, isto é o pior. O restante, vamos procurando encontrar a cura, o perdão e o equilíbrio interior; com muita coragem, trabalho árduo, intenso e prolongado; mas sabemos que a liberdade conquistada valerá todo o esforço. Gostaria muito de trocar e-mails com alguém que tenha passado por situações semelhantes, para apoio mútuo, troca de experiências e informações. Grata pela atenção de todos, em especial ao Dr. Rubens Pitliuk, que me ofereceu a oportunidade deste espaço. Com todo o respeito e amor. Lígia.

Uma amiga sofre de um distúrbio bastante incomum.  Às vezes ela sofre um surto em momentos inesperados que se tem por comum ambientes fechados (não apertados) com a presença pessoas estranhas. De início ela começa a tremer e por instantes perde totalmente a noção do que se passa. Parece regredir para uma idade infantil só se comunica pelo seu idioma natal. Duração de aproximadamente 10 minutos. Ela sofreu abuso sexual dos 4 aos 11 anos de idade. Gostaria de saber se há algum antecedente sobre o assunto. 

Sim, esse tipo de reação é comum e quem sofreu abuso (mas não quero dizer que esse seja o problema dela sem vê-la). Seria bom procurar uma Psicoterapia. 

Oi XX, quem sofreu abuso quase sempre fica com seqüelas, que podem inclusive ser essas dores de cabeça, depressões e essa dificuldade de relacionamento. Você deveria procurar uma terapia.

Borderline, a pessoa tem altos e baixos que parece Bipolar. Perguntas, respostas e depoimentos: Pág 1 P 2 P 3  P 4 P 5 P 6 P 7 P 8 P 9  P 10 P 11  P 12  P 13

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