As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Dúvidas mais comuns: se esse ou aquele remédio cria dependência, se precisa e doses cada vez mais altas, se depois que uma pessoa começa a tomar nunca mais pode parar, se faz mal, se é muito forte, etc.

Afirmação mais comum: remédios naturais "nunca fazem mal". Lembro a todos que veneno de cobra e chumbo de bala também são "naturais".

1) Dependência:

Antidepressivos e Neurolépticos nunca criam dependência. O máximo que pode acontecer é que alguns Antidepressivos não devem ser suspensos abruptamente, porque algumas pessoas podem sentir alguns dos seguintes sintomas de descontinuação:

  • Leves dores pelo corpo.

  • Sensação de estarem meio aéreas, mareadas, enjoadas.

  • Sensação de alguns formigamentos pelo corpo.

  • Sensação de "choquinhos" pelo corpo.

Esses sintomas, se ocorrerem, costumam passar sem tratamento entre o 4* e o 10* dia. Não costumam atrapalhar as atividades diárias da pessoa. Mas podem ser tratados e também evitados.

Tranqüilizantes:

Sim, eles podem criar dependência. Mas não é tomando doses terapêuticas por algumas semanas ou meses que se fica dependente.

A pessoa precisa tomar doses muito altas por muitos meses ou anos para criar dependência.

E se criar dependência ? Basta fazer um programa de diminuição gradual da dose. Por maior que seja a dependência química, querendo parar, em poucas semanas isso é possível.

Um problema mais freqüente do uso contínuo de Tranqüilizantes Benzodiazepínicos é diminuição da memória.

2) Tolerância

Esse fenômeno, que significa precisar de doses cada vez mais altas para se ter o mesmo efeito terapêutico, pode ocorrer com os Tranqüilizantes e Hipnóticos a longo prazo.

Os Antidepressivos podem provocar tolerância, mas é muito raro. Isso ocorre mais em pessoas que vivem parando e recomeçando a tomar o remédio.

Antidepressivos são como os antibióticos: precisa tomar dose certa pelo tempo certo. Portanto, se você começa tomando 25 mg de Tofranil e depois de um mês está tomando 100 ou 150 mg isso não quer dizer que desenvolveu tolerância, mas sim que essa é a dose necessária para combater a sua depressão específica no seu organismo específico.

3) Perda de efeito.

Isso pode acontecer com qualquer remédio em qualquer especialidade da Medicina e é imprevisível. Felizmente a variedade de medicamentos hoje em dia é grande e sempre temos outras opções de tratamentos.

Conclusão: siga as orientações de seu médico. Dizer que "depois que começa a tomar remédio nunca mais pára", é uma bobagem. O que pode acontecer é você sofrer de um distúrbio que precisa de tratamento muito longo, mas isso não é culpa sua nem do médico nem do remédio nem de você.

4) Um exemplo de preconceito muito comum:

Acho que sou dependente psicológica de X ... Será possível? Sem remédio, começo a ficar mal, deprimida. Meu apetite desregula, eu fico compulsiva para comer (detalhe - não sou gorda nem magra, mas preocupada com o peso), e depois ficava com culpa, me sentindo muito mal. Tenho histórico de depressão na família, minha mãe foi anoréxica e se preocupa excessivamente com a boa forma. Resultado: comecei a comer mais, principalmente na TPM noto grandes mudanças, fico agressiva, irritada, deprimida, com pensamentos ruins. Pensei em volta ao médico, pois quando estou tomando X  me sinto ótima. Mas minha psicóloga diz que são muletas, que eu não preciso mais, estou curada. Mas eu estou muito ansiosa, fico com medo de ter tudo de novo, o remédio me deixa bem, fico com o  apetite controlada, melhora minha auto estima, me dá mais segurança e otimismo. 

É fácil para a psicóloga dizer que um remédio é muleta, mas o que ela oferece no lugar dele ? E daqui quantos anos ? Bem, dependente de X vc com certeza não é, porque ninguém é. Mas se vc precisa dela ou não, é outra história. O Site oferece informações gerais sobre as doenças e distúrbios, não é ético diagnosticar e nem sugerir tratamento para casos específicos sem conhecer o paciente.

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