Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Distimia ou depressão subclínica crônica desde a infância ou adolescência, com períodos de piora nos quais a Depressão é mais evidente. Se não melhorar em 2 a 3 meses, precisa reavaliar o tratamento.

Sou muito reclamão, tenho Distimia ? Perguntas e respostas

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

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Estou lendo sobre Distimia e me vi em quase todos os sintomas, mas, em relação a vida social eu sou ao contrário, adoro estar com pessoas, gosto de festas, barulho, tenho muita dificuldade em fazer novas amizades, mas as que eu já tenho, eu adoro estar junto, quero saber se é possível ter Distimia com este comportamento tão contrário. Peço de todo meu coração, que se possível respondam esta minha pergunta. Tenho uma consulta pela primeira vez numa psiquiatra no dia 05 de junho. Gostaria de poder falar com ela sobre isso.

Sim, uma pessoa com Distimia pode sim ser bastante sociável.

Dr. Rubens, fui diagnosticada como distímica. Comecei, há um ano, um tratamento com Lexapro 10 mg 1x/dia. Não notei nenhuma melhora significativa. O que mais me incomoda são meus ataques de ira, de faria, pois sou mãe de duas crianças de 2 e 4 anos, e minhas explosões sempre são com elas, principalmente com o + velho. Perguntas:  1)  é REALMENTE, VERDADEIRAMENTE possível ficar curada? Não me importo de tomar remédio a vida inteira. Só quero ficar bem equilibrada. 2) Existem outros medicamentos "melhores" que esse? 3) Não tenho paciência (lógico, sou distímica) para fazer terapia. Ela é essencial ao tratamento?

1) Sim ! 2) Existem muitos, mas não se pode dizer que um seja absolutamente melhor que o outro. Depende de cada organismo, por isso muitas vezes se testa mais de um para achar o ideal para cada pessoa. 3) Não é essencial mas muitas vezes ajuda muito. Boa sorte !

Olá, Dr.  Rubens, gostaria de saber se o tipo de terapia (claro que aliada a medicamento) para tratar de Fobia Social, Depressão e Distimia, pode ser a Terapia Cognitivo Comportamental, feita por psicólogo, ou se a terapia, nesses casos somente pode ser aplicada por um psiquiatra?

A TCC pode ser feita por psiquiatra ou psicólogo, desde que dominem a técnica.

Meu pai tem Distimia em alto grau e percebo que a minha filha de 13 anos também tem todos os sintomas. É uma garota linda e muito inteligente, porém é tímida, anti-social e mau-humorada. Gostaria de saber se o uso de antidepressivos para tratamento da Distimia pode começar na adolescência.

Bom dia. Pode e deve (junto com uma terapia), justamente para evitar os problemas de relacionamento e personalidade q vc deve ter visto em seu pai.

Muito obrigada por me responder. O senhor tem toooda razão. Tentarei conviver com minha Distimia, sem "contaminar" o mundo. Nem que seja prá fingir...:-) Obrigada por ajudar pessoas como eu através de seu excelente site. Um abraço.

Tomo Fluoxetina há mais ou menos dois anos, passando por 10mg, 20mg e 40 mg. Parei por conta própria, pela segunda vez, para "testar" se eu havia alcançado a cura da depressão e crises de pânico, horríveis e também por estar engordando demais, foram quase 30 quilos desde que iniciei o tratamento. Como nas pausas anteriores, os sintomas voltaram todos, com força total, em poucos dias. E também como das outras vezes, terei que voltar no psiquiatra cabisbaixa, pedir desculpas por ter parado o medicamento e começar tudo de novo... O fato de comprovar que continuo com os mesmos sintomas anteriores ao início do tratamento, me deixa cada vez mais triste, irritada e, óbvio, mas deprimida. Minha personalidade com o medicamento, é muito diferente do que realmente sou e eu gostaria de ficar para sempre com o alto astral que o medicamento proporciona.  Influencia até na minha atividade artística, sendo que em 2003, bati meu record pintando 18 telas de abril à dezembro, sendo que o normal é um quadro a cada 5 semanas, em média. Tenho medo ( entre tantos outros!! ) de ficar dependente do medicamento... até para pintar meus quadros. Quando paro o medicamento, fico furiosa com tudo e todos, sinto ódio das coisas com a maior facilidade, não consigo controlar minha enorme tendência ao isolamento e meu eterno mau humor, enfim, meus atos não condizem com meus 40 anos de idade. Com o medicamento, tudo são flores e todos comentam o quanto pareço "feliz" e chego a acreditar que sou tão legal assim. Mas paro com o medicamento, e o inferno volta. Perguntas: 1- Demora tanto assim para sarar? Sarar depressão ou Distimia ? "Sarar" para vc tem que ser sem remédio ? Viver bem com remédio não é "sarar" ? Óculos não "sara" miopia mas permite que a pessoa viva normalmente. 2- Será que não seria o caso de mudar o medicamento? (Pois meu médico nunca se mostrou inclinado a isso. Ou devo mudar é de médico?) Vc decide, sorry, não posso opinar. 3- Será que o meu caso é crônico? Não.

Desde adolescente tenho crises de tristeza, até me chamavam de chorona, pensava muito em suicídio (só até ser mãe, aos 18 anos), mas nunca pensei que pudesse ser depressão, somente em 2000 quando meu filho mais novo ficou 7 dias na UTI, entre a vida e a morte, após um atropelamento, meu problema voltou com força total, até buscar ajuda médica, desde lá já tomei Tofranil, Fluoxetina, Carbolitium, Cloridrato de Sertralina, tenho períodos que acho que estou bem melhor, mas outros acredito que vou enlouquecer, que não tem mais solução. Nunca comentei com meu psiquiatra, pois acho horrível, mas seguido olho a coluna dos anúncios fúnebres do jornal, procuro nem pensar porque isto sempre acontece. Quando fico mal, tenho vontade de chorar, me dá um aperto no peito, um mal estar horrível, que não consigo me controlar, dá vontade de me enfiar no quarto escuro e só dormir. Qualquer probleminha do dia a dia, me dá dores de cabeça muito fortes, aumentei 9 quilos, em poucos meses, queria saber se estou no caminho certo, ou posso fazer mais alguma coisa para sair disto. Me sinto ridícula quando vou ao psiquiatra qdo estou bem, pois tenho a impressão que estou exagerando, mas qdo estou mal, não é o dia da consulta, mas eu sinto uma vontade enorme de ir até lá para que ele me ajude.

Insista e vá independente da fase em que estiver, para que ele comece o quanto antes um tratamento preventivo.

Soy una mujer de 30 años y creo que padezco Distimia desde hace muchos años. Mi pregunta es si una persona con esta enfermedad puede estar casada y tener hijos, porque entiendo que debe tomar medicamentos de forma continua. Espero su respuesta.

Claro que pode se casar e ter filhos. Primeiro que não precisa tomar o remédio sempre. Segundo que pode parar na gravidez. Terceiro que muitos remédios podem ser tomados durante a gravidez.

Fui diagnosticada como distímica. Pelo que sei apresento os sintomas desde o inicio da infância. Fui uma criança e adolescente melancólica, mau humorada e tímida. Meu pai e PMD. Sempre fiz psicoterapia, mas sempre sem grandes resultados. Aos 22 anos comecei também a apresentar sintomas de bulimia nervosa. Aos 24 passei a fazer tratamento psiquiátrico e mudei de terapeuta. Tomo 20mg de Fluoxetina diários. Minha vida mudou! Hoje me sinto com energia e bem humorada! Não fico curtindo tristeza, tem sido muito bem! Tomo remédio há quase 2 anos. Meu medico vem tentando diminuir a dosagem do medicamento (para 10mg) com a intenção de suspendê-lo. Porem todas as vezes que a dosagem e diminuída me sinto muito mal.
Nas primeiras semanas me sinto normal, mas depois a melancolia, falta de desejo de viver, pessimismo e mau humor voltam com toda a força. Quando digo isso para o meu medico ele diz que eu não nasci tomando o remédio e que dele devo ficar livre o mais rápido possível já que estou bem. O fato e que me sinto bem principalmente por causa do remédio. Ele tem razão, devo ficar livre do remédio? Devo procurar outro medico? Qual o problema em se tomar a medicação por toda a vida se ela me faz tão bem? 

O importante é que vc viva bem. Se for com remédio, que seja. A gente também vive bem sem óculos, mas vive melhor com eles, certo ? Se vc estiver tomando um antidepressivo que te faz bem, sem colaterais e sem alterações nos exames de laboratório, qual é o problema de tomar mais alguns anos ? Não quer dizer que será a vida toda, só quer dizer que 2 anos para vc aparentemente é pouco.

Sofro de Distimia e sei que só o antidepressivo não é o ideal, embora tenha sentido melhoras bem significativas, até porque fiz análise por 09 anos - parei há quase dois anos. A minha dúvida é: como estou sem condições financeiras no momento, uma sessão de psicoterapia por semana é válida ou será dinheiro jogado fora?

Bom dia. Se vc sofre de Distimia, pode ser que nem precise fazer terapia, basta um remédio. E se precisar de terapia, na maioria dos casos uma vez por semana é suficiente.

Há 3 anos, depois de muito sofrimento e ter passado por vários médicos, inclusive psicoterapia por 5 anos, um psiquiatra diagnosticou que eu tinha Distimia com episódios de depressão muito graves. Tomei Eufor durante 3 meses mas me sentia ansiosa demais, mesmo tomando Frontal 2 vezes ao dia. Depois tomei Aropax durante 2 anos. A depressão foi embora, mas durante este tempo o meu desejo sexual desapareceu. Sou casada, amo meu marido, ele me dá muito apoio mas fica muito complicado ficar 2 anos (fora o tempo que eu estava deprimida) sem sexo. Parei com a medicação e fiz acupuntura durante 6 meses. As variações do humor ainda continuaram, mas em um nível aceitável. Agora a depressão voltou, estou indo às sessões de acupuntura mas elas não estão surtindo efeito. Gostaria de saber se há outros tratamentos alternativos ou medicação mais moderna, que não mexam tanto com a libido. Desde já, agradeço a atenção.

Sim, é possível tratar tanto a Distimia quanto as Depressões associadas com medicamentos que não prejudiquem a libido.

A Distimia tem cura? Terei que tomar remédio a minha vida inteira??

Depende muito de cada caso, na maioria deles sim, tem cura. Vidas inteira ? Não, mas justamente qdo se precisa de remédio por muitos anos é preciso achar aquele ideal que a pessoa tome sem nenhum efeito colateral.

Estou me tratando com Verotina. Já percebi em apenas um mês, uma melhora do humor, interesse pelas coisas, sexo, ansiedade e sono. Estou realmente muito contente, pois há anos buscava cura através de psicoterapia, sem resultado definitivo (altos e baixos constantes). Minha pergunta: Como é possível quando parar com o uso de medicamentos, manter-me bem ( tranqüilo, com ânimo/disposição) ? Tenho 37 anos, sou contabilista, curso superior, casado há 08 meses. 

Certamente o médico que receitou a Verotina irá orientar cada etapa do tratamento, inclusive a retirada da medicação. Mas a resposta à sua pergunta está em: Fobia Social 

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 Perguntas e Respostas sobre Distimia: Pág 1 P 2 P 3  P 4 P 5

 

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