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P: Eu tenho um problema de
ansiedade. Não sei ao certo desde quando, acho que tem mais ou menos, 1 ano.
Sempre quando me encontro numa situação do tipo, encontrar alguém que eu
tenha algum tipo de 'envolvimento', me bate uma vontade absurda de vomitar. E o
pior, na maior parte das vezes acabo vomitando. E já aconteceu também, de eu
sair procurando um banheiro pra vomitar. Não consigo controlar. Às vezes, é
só até a pessoa aparecer, depois que ela aparece, o mal estar passa também,
mas às vezes, posso estar tranqüila, e me vem essa vontade e eu tenho que
sair. Vou numa psicóloga, acho que tem uns 4 meses, vou toda semana, e não
vejo melhora nisso. Ela nunca me passou nenhum remédio, o que ela passa, são
uns questionários falando de várias coisas... eu gostaria de saber, se tem
algum remédio que eu possa tomar... ou o que fazer pra controlar isso? Não sei
nem mais o que fazer, estou desesperada!!
R: Camila, realmente isso
incomoda muito, porque acaba te limitando. Mas costuma passar muito rápido com
tratamento. Costuma ser assim: algumas semanas de um medicamento mais alguns
meses de psicoterapia. A melhora deve comecar muito rapidamente, mas o
medicamento é mantido por algumas semanas para a psicoterapia poder progredir
sem o reaparecimento dos sintomas.
O meu corpo já estava
sinalizando que havia problemas há algum tempo, porém eu achava que umas
férias ou uma viagem resolveriam o "estresse". Dores no peito?
cardiologista não achava nada. Falta de sono? deve ser agitação ou
alimentação. Os problemas sempre estavam com os outros que me cercavam e a paciência
com os outros desapareceu. A verdade é que o problema estava em mim.
Finalmente, chegou o dia em que o corpo parou minha trajetória de auto
destruição e me peguei sem energia nem pra brincar com filhos e era como se a
sensação de felicidade tivesse sido expurgada do meu dicionário interno. Não
havia sorriso nem vontade de lutar. Obviamente, as dores vieram e sensação de
que somente algumas horas do dia voce conseguia funcionar era aterrorizador.
Bom, quem está nesta fase já sabe o sofrimento e não vou seguir com esta
descrição. A boa notícia é que recebi apoio da família e aceitei o fato de
que precisava ajuda imediatamente. Fui atendido por uma psiquiatra fantástica
que diagnosticou Depressão. Paguei meus pecados com o Cymbalta e em algumas
semanas mudei para o Lexapro, o qual estou tomando há 8 meses (os primeiros 5
meses foram acompanhados com Olcadil para segurar a ansiedade e seguir no
tratamento. Saí do Olcadil gradativamente em três semanas e não foi fácil).
Posso dizer que fui afortunado por conseguir uma combinação de pontos que
resultaram em retornar à vida normal e felicidade em poucos meses. Gostaria
portanto de compartilhar estas ações pois talvez possam ajudar outros. A
mensagem mais importante é que É POSSÍVEL VOLTAR A VIVER... e ... O PROCESSO
NÃO É FÁCIL MAS CERTAMENTE VALE A PENA. Aqui vai a combinação (que
certamente não é a formula mágica) mas foram até agora os responsáveis pela
minha saída do "buraco": 1) Família - explique seu desespero (ou ao
menos tente) e peça que pesquisem na Internet para entender o que é a doença
- eles te apoiarão (e talvez voce nem perceba no início e depois pode até
ficar chateado de ter sido injusto com eles... mas não é sua culpa, faz parte
deste mal); 2) Psiquiatra - aceite que ele trata de pessoas normais como voce
(não é medico de louco) e aceite anti-depressivo e provavelmente ansiolítico
no início (lembre-se que tarja preta não deve ser pra vida inteira... planeje
com ele como será a retirada e EXECUTE o plano. Se não conseguir, pode ser
sinal que ainda não estava na hora. Mantenha contato continuo até sair de remédios
como Olcadil ou outro benzodiazepinico) - nota: normalmente é bobagem o mito de
problemas sexuais com antidepressivos. Caso aconteça contigo, fale com o
médico e ele te altera a medicação e resolve rápido - foi o que me disseram;
3)Acupuntura - abra o jogo com este médico também (sim, tem que ser médico
acupunturista, esqueça exotérico que te agulha e te dá incenso) e peça que
energize seu corpo e reduza os pontos de estresse - um medico acupunturista serão
irá te criar um plano com espacejamento gradual desde agulhadas duas vezes por
semana até algo como a cada dois ou três meses; 4) religiosidade -
independente e sua crença, lembre-se dela e faça as pazes com sua
religiosidade; 5)Exercicio físico - esqueça suar na academia nos primeiros
meses pois voce NÃO tem esta energia pra gastar! Caminhe com freqüência em
horários que em situações normais seria agradáveis (preferência pela manhã
pois voce não esta dormindo muito mesmo, né? pra que ficar na cama com a
cabeça pensando em quinhentos problemas imaginários que parecem sem solução
e urgentíssimos - calma, isso passa - agüente firme)- procure andar uns 2
kilometros no máximo em ruas calmas e arborizadas (se não tiver muita gente é
melhor) e tente concentrar em respirar e observar as casas e detalhes do caminho
(ajuda a controlar a respiração pois diminui a ansiedade)- com o tempo voce
resgatará suas energias e poderá exercitar no seu ritmo ou um ritmo que deseje
para sua vida; 6) Leitura antes de dormir - livros como Caçador de Pipas,
Parati e outros "sessão da tarde" podem ajudar a relaxar à noite
para evitar o uso continuo de medicamentos pra dormir (se for imprescindível,
converse com seu medico sobre o Lioram ao invés do ansiolítico... ele só te
derruba e diminui os pensamentos confusos.. há pensou que era só contigo que a
noite era um inferno? - outra vez: calma, voce vai conseguir dormir legal outra
vez e acordar com a sensação que descansou - demora uns meses, ok). 7) Amigos
- talvez voce conheça alguém que já esteve usando antidepressivo. Compartilhe
suas dúvidas com ele, mas cuidado pois há pessoas que não acreditam em sua
força e desistem de tratamento (voce os identificará quando ouvir : "de
vez em quando eu acordo mal e tomo um Lexotan pra se preparar para o dia");
8) Psicoterapia - deixei este ponto para o final pois ele tem papel
importantíssimo no início do tratamento mas sua responsabilidade é muito
maior na manutenção quando voce recupera o equilíbrio químico e psíquico (a
questão é que voce precisa encontrar um profissional que se adeqüe à seu
perfil e eu recomendo que ele não seja o velho Freudiano que vai ficar te
ouvindo falar e chorar...melhor aqueles que buscam te dar tarefas de
autoconhecimento para que voce identifique e reconquiste sua espontaneidade,
seus valores, seu respeito interior e exterior etc .. voce vai entender com
o tempo. Volte a ler esta mensagem depois de uns seis meses e voce vai entender
se seu psicólogo está realmente te ajudando a encarar o espelho e a vida de
frente).8) Trabalho - licença médica pode ajudar mas lembre-se que manter a
cabeça ocupada também. Busque manter-se ativo mas lembrando que suas energias
estão debilitadas e está na fase de guardar e acumular energia nas
"baterias" - equilíbrio e respeito ao seu corpo devem ser as
diretrizes. Talvez seja pessoal, mas eu tenho a tendência à extremos e
portanto fui alertado para observar e ter cuidado para não exceder limites. 9)
Pesquisar - Internet, livros, amigos médicos e terapeutas - vale tudo para entender
e não criar mitos. Se voce está lendo este depoimento, já é sinal que este
item já está em execução e voce acredita que há como sair do problema ..parabéns.
Alguém me disse que o pior que pode acontecer é tentar evitar falar ou pensar
na palavra Depressão. Veja a analogia: se voce diz: não quero pensar em uma
bola azul, qual a primeira imagem que vêem a sua mente? BOLA AZUL... pesquise e
entenda o que é depressão, o que esta sentindo e o que tratamentos existem;
10) PERCEBER PROGRESSO - quando voce perceber que está cantarolando uma música
idiota qualquer, perceba que isto é um progresso pois voce relaxou por alguns
instantes... a mensagem aqui é que voce deve estar atento para perceber e
VALORIZAR cada pequeno sinal que a vida e teu corpo vão te dar de que houve
progresso no tratamento. Observe e comemore. 11) A dose certa - já ia me
esquecendo, crie um lugar para relatar o dia-a-dia da doença, sintomas e
tratamentos - importante para os primeiros dois meses pois voce não conseguirá
perceber a evolução sem ler como voce estava mal no início (as anotações
são pra voce e para o psiquiatra para ele acertar as doses das medicações
conforme suas reações - as vezes um simples ato de separar o comprimido do antidepressivo
em duas partes e tomá-lo com um intervalo de horas pode reduzir
os efeitos de enjôo que eles trazem - mas fale com o medico se é aplicável ao
medicamento que ele vai usar contigo). Ah, coma algo antes de tomar o
antidepressivo (mesmo que já esteja com o estômago embrulhado voce vai perceber
que voce não vai vomitar) isto costuma ajudar a reduzir os efeitos colaterais imediatos. Ainda
não iniciei o processo de "desmame do Lexapro" mas estou confiante
que o farei gradual e programado como do Olcadil. Meu acupunturista está
esperando esta fase para um tratamento mais intensivo que garanta meu bem estar
e minha terapeuta também pretende preparar as sessões (hoje semanais) para
intensificar minha observação e entendimento dos pontos que terei que estar
atento para garantir que o processo de retirada seja efetivo. Espero que este
depoimento possa ajudar as pessoas que estão passando por este problema.
Tentarei lembrar de regressar a este site para compartilhar mais informações
após passar pelo "desmame" do antidepressivo (acredito que ainda deva
tomar mais alguns meses ou mesmo uns anos... seguirei recomendação médica,
até agora tem funcionado). Abraços.
Tenho histórico de pai
alcoólatra, mãe depressiva. Tenho pânico de falar em público e perco
oportunidades de ganhar mais por isso. Tenho sentimento de culpa, rôo unha
desde que nasci, fico tirando "bolinhas" da pele, tenho picos de
compulsão alimentar e engordo, depois emagreço, tenho pensamentos ruins, de
morte, tenho medo de sair de carro com outra pessoa dirigindo, fico imaginando
acidentes acontecendo, fico imaginando pessoas da família morrendo, as vezes me
acho a última pessoa do mundo, incapaz, burra, fico mortificada quando dou um
"fora", preocupo-me com o que vão pensar de mim se faço algo errado
ou me engano não consigo parar de me culpar e de me envergonhar, tenho TPM
horrível, fico deprimida, querendo morrer, me achando uma idiota, tenho pavor
de atender telefone ou de receber visita inesperada, fico angustiada em saber
que vou a uma festa ou que receberei visitas em casa, só saio de casa tranqüila
se estou segura quanto a minha aparência, tenho vontade de roubar pequenos
objetos, tenho mania de mentir (mentirinhas pequenas que não precisam ser ditas
porque não mudam nada e depois me arrependo horrivelmente), as vezes minto para
fugir de algo que não fiz ou que me esqueci, sendo que poderia muito bem
assumir o erro e depois me arrependo e juro que nunca mais vou mentir e volto a
fazê-lo, quando falo em público fico "burra" apesar de ter boa
cultura, dá uns brancos, fico sem vocabulário e quando sei que vou falar em
público já sofro um mês antes, quero fugir da situação e no dia seguinte
fico me sentindo a idiota, desamparada, que todos me acharam uma imbecil, sinto
uma tristeza imensa, choro muito, tenho momentos de euforia, me acho bonita,
inteligente, os elogios são recebidos com exagero e as críticas também.
Apanhei muito na infância. Tenho medo de "autoridades" e as vezes me
sinto em pânico ao ter que conversar com uma pessoa, não sei onde por a mão, o
que dizer, pra onde olhar. Gostava muito de ler, devorava, agora não consigo
mais me concentrar. Não consegui terminar nenhuma faculdade, entrei em várias,
prestei vestibulares difíceis, sempre tive boas notas e elogios, mas não tenho
mais vontade nem coragem de ir pra faculdade. A única coisa que consigo fazer e
me sentir feliz é meu trabalho: dou aulas para crianças bem pequenas de 5 anos
e elas são maravilhosas, me adoram, faço um bom trabalho, tenho resultados
ótimos com crianças difíceis, tenho muito carinho e compreensão, ao mesmo
tempo sei por limites. Nunca bati em minha filha, mas ela sofre com minha
instabilidade emocional. Minha família também é um oásis no meio da minha
loucura. Meu marido me ama e é muito compreensivo, mas ele não sabe de tudo o
que sinto e faço, tenho vergonha, parece que ninguém vai entender. Guardo
comigo as coisas "piores" como as "mentirinha", por
exemplo. ME sinto tão horrível perante o mundo, porque sei discernir entre o
certo e o errado, preocupo-me com questões éticas e de cidadania, tenho pena e
sou solidária com as pessoas, mas me mantenho num mundo só meu. Me distancio
de amigos. As vezes conquisto amigos que querem me visitar, me ver, falar comigo
e vou colocando barreiras, até que a pessoa comece a desistir de mim, porque
não consigo me envolver tanto, não quero gente me ligando, odeio telefone. Só
gosto de e-mail. Pelo amor de Deus! O que eu
faço? O que eu tenho? É horrível ser eu! As vezes quero morrer ou sumir para
um país distante, começar minha vida de novo onde ninguém conhece a minha
idiotice, começar do zero. Mas acho que minha saída é morrer e nascer de
novo. Eu sou uma massa disforme sem valor e incapaz.
Se for Fobia Social, Distimia,
TPM, Cleptomania, Bulimia, mesmo que tudo junto, na verdade tudo isso pode ser
tratado, seja com terapia ou com medicação ou com ambos. Pq não consulta um
especialista ?
Gostaria de saber o que
acontece comigo, e o que devo procurar? No meu dia a dia o rubor é freqüente,
fico ruborizado sem qualquer motivo, junto a isto vem excesso de suor,
palpitação, enfim sinto-me muito mal, e isto acontece inclusive em minha casa.
Já procurei Psicólogos para regressão mental, outros para terapia, enfim até
o momento nada me levou a uma solução. Eventualmente por receita médica tomo
Olcadil e sinto-me um pouco melhor, porém gostaria de resolver por completo
esta questão, gostaria então de saber o que posso fazer, que mal pode fazer o
remédio que tomo, e se existe algo que resolva por completo o que sinto, e é
claro se é muito demorado o percurso para se obter algum resultado. Espero
obter resposta breve. Muito grato.
Leia os links da página: Fobia Social. Seu tratamento deve provocar melhora rápida, em poucos
dias. É que na maioria dos casos só terapia não resolve mesmo, precisa de um
remedinho.
Tenho 20 anos e gostaria de
falar com o senhor sobre um problema que muito me incomoda. Trata-se de um
problema de ansiedade que tenho. Eu sei que a ansiedade é um estado normal da
criatura humana, porém no meu caso as proporções são imensas. Imagine o
senhor que, sem motivo aparente ou por motivos pequenos, meu emocional se
descontrola. Darei um exemplo: Uma pessoa que gosto muito diz que vai me
encontrar em determinado lugar as 18 horas. Eu o espero e antes mesmo do
horário eu começo e sentir sensações estranhas. Tenho congestão de
garganta, meu peito fica apertado, meus batimentos cardíacos aumentam, começo
a suar frio, tenho ânsias de vômito, mesmo sem motivo, mesmo tendo a certeza
de que a pessoa estaria no lugar. E quando há um atraso ou a pessoa não pode
estar lá por algum motivo, é pior. Começo a ter ataques de pânico achando
que a pessoa não gosta de mim, que nunca mais vou vê-la e fico com essa
sensação até que consiga falar com a pessoa, aí os sintomas somem como por
encanto. Mas voltam em outras situações idênticas. Acredite Doutor, sofro
muito com isso, é uma sensação horrível, minha alegria de viver muitas vezes
foi prejudicada por causa dessa sensação que não consigo me livrar nem lendo
livros, nem fazendo força com o pensamento nada. Por isso gostaria de lhe
perguntar o que é isso, porque eu sinto aqueles sintomas, porque eles vão e
vêm, existe remédio para isso, como controlar ? Enfim Doutor se o senhor puder
me dar uma luz sobre esse assunto, ficaria muito agradeço, pois sinceramente
não agüento mais isso.
Esse quadro provavelmente é o
TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada). Existe tratamento sim, procure um Psiquiatra.
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