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P: Antes de tudo gostaria de me
desculpar por ter sido prolixa, não consegui enxugar o texto.
- Se isso for considerado uma "segunda opinião" citada na página
anterior, eu peço que leia o que escrevi e mande por e-mail contatos para que
eu possa agendar uma consulta. Acho que está certíssimo cobrar pelo tempo
gasto.
Faço psicoterapia há seis anos e me trato com psiquiatra há quatro. Apesar de
confiar bastante na minha terapeuta, e agora, nesse "novo" psiquiatra
(me trato com ele há 1 ano, o antigo não deu certo comigo) ainda não sei o
que eu "tenho". Tomo Depakote, Rhoydorm, Venlafaxina e Apraz. Me
encaixo grande parte da sintomática Borderline, inclusive fui adotada, mas também
em parte do TBH.
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Comportamento
auto-destrutivo - tenho cicatrizes nas pernas e virilhas por cortes e
cigarros.
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Suicídio - fui internada 2
vezes e nas duas o que me deixou pior não foi o fato de eu ter tentado
morrer, ou nada, mas os dias que passei sozinha no hospital.
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Eu idealizo tudo ainda, mas
hoje de uma forma menos exagerada.
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Compras Compulsivas
continuam, me sinto péssima após gastar o que não tenho repetidamente,
isso piora por eu ter 20 anos e meu pai me sustentar ainda.
Sexo de risco - estou monogâmica ha 10 meses, nunca não tinha traído alguém,
mas continuo com asfixilia e masoquismo.
Comer Compulsivo - sofria de bulimia
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Eu bebia bastante, mais de
uma garrafa de vodka por dia. Hoje apesar da vontade consigo me controlar.
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Eu batia nos meus namorados
em momentos onde eu não era eu, em crises, mas depois de alguns minutos
sentada eu percebia que batera forte na cabeça de um deles, por exemplo, e
desandava a chorar e pedir desculpas. Isso foram repetidas vezes. Ainda
sinto vontade de agredir pessoas as vezes, mas consigo me controlar também.
Me sinto muito bem por ter
melhorado quase que 100% do que eu era, mas me sinto descaracterizada. Sinto que
os remédios não me deixam ser quem eu realmente sou; eu saía todos os dias,
agora tem 10 meses que estou em casa, e devo ter ido lanchar com uma ou duas
amigas 3 vezes nesse período, e só, mas não consigo me sentir triste.
Nunca falei pra ninguém além da minha terapeuta e psiquiatra sobre isso. Dadas
essas informações, gostaria MUITO que respondesse a duas perguntas, que já
foram respondidas pelo meu psiquiatra mas gostaria muito de uma segunda opinião.
Eu tenho alguma "patologia" realmente? Foram os remédios ou pode
minha personalidade pode ter mudado com o tempo, amadurecimento?
Obrigada
R: P., essa descrição combina
bem com Borderline mesmo. O problema de vc vir a São Paulo é que esse tipo de
tratamento, ao contrário da maioria dos outros, exige consultas clínicas freqüentes,
além da psicoterapia. Portanto, muito complicado para quem mora longe.
Sugiro vc se informar aí no RJ
quem tem experiência com Borderline. Não são todos, porque é um problema
muito complexo. Boa sorte.
Tenho 26 anos e sempre fui
obesa porém dizem com um rosto lindíssimo e mesmo obesa um belo corpo, pois
tenho formas e sei me vestir. Sempre atrás de dietas , spas , emagrecia e
acabava voltando ao peso de antes ou ate mais. Acabei me acomodando, me
aceitando talvez. Tive uma adolescência complicada, com varias tentativas de suicídio
e com 14 anos comecei a me auto-mutilar, o que ocorre até hoje. Porém minha
vida adulta não é muito diferente do que foi minha adolescência. Sempre com
problemas em família, cuja devo dizer não é fácil, problemas com namorados
etc. De 2 meses para cá minha vida piorou e meu estado psicológico também. Comecei
a vomitar somente quando comia muito e porcarias. Um dia me pesei e vi que tinha
eliminado muitos kilos , o que realmente me deixou feliz. Então passei a fazer
dieta. Hoje como pouquíssimo, somente saladas e frango. Almoço e janto normal.
Mas vomito logo em seguida. Quando em presença de amigos não consigo vomitar,
tenho vergonha, mas tomo laxantes. Sei que estou desencadeando uma doença. Mas
ao ver 10 kilos eliminados em 1 mês de "dieta" não consigo parar.
Ontem fui ao medico ao qual me receitou remedio para emagrecer. Creio eu
sibutramina. E já estou planejando continuar a vomitar, pois sei que agora com
o remedio vou emagrecer mais rápido ainda. Sei que já estou sofrendo as conseqüências.
Sinto muito frio. Meu sono esta muito bagunçado. Tenho uma pequena ferida no lábio.
Tenho dor nas costas e estomago diariamente e meu intestino esta preso. Também
faço uso de algumas drogas, cigarro e bebidas alcoólicas. Não estou aqui
procurando ajuda. Estou aqui para alertar meninas mais novas que eu. Não façam
como fiz. Ao menor sinal de algo errado procurem ajuda. Não importa de quem
seja. Amigos, namorados , família. Ou mesmo meninas com os mesmos problemas
podem te ajudar. Uma ajuda mútua. Mas por favor. Não levem a vida que levei e
ainda levo. Pois me arrependo muito das escolhas que fiz. E não ha sentimento
pior no mundo do que arrependimento. Choro todos os dias. Me lamentando do tempo
que passou. Por isso meninas não percam seu tempo. Pois ele não volta mais.
Olá tenho 21 anos, tive uma
infância conturbada minha avô era alcoólatra e sofri abuso sexual na infância
essa é a primeira vez que falo a respeito. Não sei dizer quando começou, eu
morava com minha avó e meu tio em uma cidadezinha do interior enquanto minha mãe
trabalhava em São Paulo. Meu tio abusava constantemente de mim, e eu nunca
falei nada a ninguém pois sempre me senti muito constrangida. Certa vez fui
abusada tbm pelo marido de uma prima da minha mãe quando fui brincar com meus
primos. E fui abusada tbm por um primo ( filho desta prima da minha mãe). Perto
de completar 7 anos minha mãe me levou pra morar com ela. Mas ela era empregada
em um apartamento e morávamos em um quartinho sem janela que mal dava pra uma
pessoa quem dirá pra duas. Cresci muito tímida sempre desejando que a terra
abrisse e me engolisse. Pensava constantemente em me atirar da sacada, ficava me
imaginando caindo, felizmente aos treze minha irmã nasceu e mudamos pra uma
casa nossa e fiquei em um ambiente diferente e os pensamentos suicidas aos
poucos foram desaparecendo e me tornei uma pessoas mais alegres. Parecia que as
pessoas desta nova cidade gostavam de mim. Acredito que possuo algo que me faz
ver o que é melhor pra mim e mudar. Mas apesar disso tenho problemas de
relacionamento não consigo falar normalmente com rapazes, aliás nunca namorei,
morro de medo de intimidade e na minha adolescência estava desenvolvendo TOC.
Fugia das pessoas me isolava, hoje estou um pouco melhor, nunca fiz terapia. O
problema é que conheci um rapaz e acho que posso ter alguma coisa com ele, mas
tenho medo de tentar. Me sinto suja, evito pensar no assunto, aliás eu era tão
pequena que mal me recordo, mas dói profundamente saber que alguém que devia
me cuidar fez isso comigo, choro sempre que lembro. Se não bastasse tudo isso,
não me sinto feliz em nenhum emprego, me acho uma inútil, quando começo em um
trabalho fico animada, mas logo passa e começo a me estressar não consigo
evitar. Acho que não terei sucesso em nada. Sem contar que sou um pouco paranóica
me sinto constantemente vigiada e sempre acho que estão falando mal de mim
rindo de mim pelas minhas costas ou que se algum rapaz demonstra interesse em
mim tem de ter algum motivo obscuro. Queria saber se é possível eu viver uma
vida normal sem fazer tratamento, pois não gosto de remédios, nunca fiz
tratamento e acho difícil confiar nas pessoas por isso não quero ir a nenhum
especialista. Tem algum "truque" que possa me ajudar. Eu quero mudar
ser uma pessoas diferente, me ajude.
P: Olá Dr. Rubens. Nos falamos a
pouco tempo e não mencionei que também tenho diagnóstico de borderline, além
de bi-polar e TOC e ansiedade generalizada. Também andava tendo pânico, mas
agora tomando 10 mg de Paroxetina parece que melhorou. O meu psiquiatra atual
disse que acha que agora não estou tão bi-polar, que talvez eu não seja
bi-polar, mas no entanto me deixou tomando a insuportável quantidade de 900mg(não
suporto mais acne deformante, dores musculares, de estômago, queda de cabelo e
claro, meu Hipotireoidismo)
Também suspeito ter Asma, já que desde criança, eu sofria com faltas de ar e
aos 30 para subir um lance pequeno de escadas eu parecia haver percorrido uma
maratona. A poucos dias fui parar no pronto-socorro com uma tremenda falta de ar
e dor de estômago alucinante e com muito frio, com pés e mãos frios e /ou com
mãos formigando pelas manhãs (não sei se isso pode fazer parte de quadro de
dispnéia).
Eu, por minha conta parei de tomar tanto Lítio, estou tomando 300 mg toda
noite, até largar de vez. E espero que meu médico se manifeste sobre tudo
isso.
Eu era tão magra...um super-corpo, agora fico fazendo ginástica e mesmo
diminuindo alimentação...mas, não emagreço uma grama.
Sobre o fato de ser Borderline eu sofri uma série de violências em família,
espancamentos, ameaças grotescas, situações bizarras, vergonhas e medos
imensos, já andei me auto-flagelando (01 vez), mas o mais comum é que as vezes
não sei mais quem sou, me sinto sempre abandonada. Sempre sem namorados...quem agüenta?
bom, creio que isso é mais um "report" do que questionamento, é que
gostaria de uma opinião geral sua sobre o que estou fazendo sem tomar Lítio, já
que por enquanto não pintaram alucinações e hoje estou deprimida, mas acho
que é solidão...(essa cidade aqui é as vezes é um porre de chata) Muito
Obrigada e eu conheço sua sólida competência.
R: Procure um psiquiatra
especializado em Border (aí am Campinas não conheço). Sem te conhecer não
posso afirmar qual é o teu diagnóstico, mas mesmo que vc tenha mais de um,
procure um especialista em Border, pois essa é a parte do tratamento que exige
mais experiência por parte do profissional.
Olá hoje tenho 27 anos e entre
7 e 8 anos não me lembro minha idade direito fui vítima de abuso sexual pelo
meu vizinho, avô de minha melhor amiga de infância. Me afastei deles de todos
da casa que eu freqüentava todos os dias.
Ele pegou pela minha mão e me levou p uma plantação de cana que existia no
quintal deles, me deitou...tudo foi mto rápido, só me lembro q doía mto e que
ele pediu p eu tocar nele tbm, foi mto ruim, fiquei assustada, corri corri
mto....
Não contei p ninguém, escondi, da minha vó q me criou, de minhas tias, de
todos, sei lá as vezes acho q tenho algumas atitudes q são reflexos dessa
situação q eu vivi, tento não pensar mto nela...mas não dá é a ferida da
alma eterna.
Fiz cura interior na igreja q me ajudou demais. fiz terapia e depois de quase 1
ano consegui falar p minha terapeuta isso, mas não contei tudo p ela...tenho
mta vergonha disso, fazem anos que não falava sobre isso, a última vez q eu
contei foi no ano passado p uma pessoa q trabalha comigo nem sei como contei p
ela sabe, não sei mesmo, ...esse homem morreu, primeiro ele ficou cego e depois
morreu, minha mãe chegou toda triste no dia, filha vc não acredita quem
morreu, foi "ciclano" foi uma mistura de dor, raiva, reprimida, sei lá,
a família dele acho q nunca imaginaram o q ocorreu com a gente, acho q não
mesmo sabe, mas eu tenho essa marca em mim, e foi difícil conviver com ela e
aceita la, mas hj tenho quase 30 anos, me preocupo demais com meus irmãos
menores, amo meus poucos e fiéis amigos, tento conviver bem com as pessoas
embora ser difícil compreender o ser humano...esse é um pedaço de mim, um
segredo oculto, meus pais nem sonham com isso, acho q agora nem adianta contar
pra que né? q todos nós possamos encontrar nossa luz e agradeço a Deus por
sempre estar comigo em cada instante de minha vida!
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