Mental Help:Psiquiatria,Neuropsiquiatria. Psychiatry
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Dr Rubens Pitliuk

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Transtorno de personalidade Borderline, Abuso Sexual

Perguntas e Depoimentos sobre Borderline e Abuso Sexual

Pág 1 P 2 P 3  P 4 P 5 P 6 P 7 P 8 P 9  P 10 P 11 A importância da Psicoterapia

Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

 

 

 

P: Meu nome é Priscilla, na minha infância meu avô materno me olhava qdo era pequena, tinha uns 7 anos de idade e algumas vezes ele ia dormir comigo e foi onde ele começou a passar a mão nas minhas partes íntimas e também colocava a minha mão para eu passar na dele, qdo eu tinha uns 8 anos ele morreu de acidente, mas eu não contei para ninguém pois tinha vergonha, e fui crescendo com ódio do meu avô, depois aos 13 anos tive coragem de contar para minha mãe. Eu lembro que meu olhar desde qdo eu nasci era triste , pois meus parentes comentavam. Minha mãe fazia tudo por mim, eu era muito dependente dela, ela sempre me achou muito frágil, e eu achava que não conseguia fazer nada sozinha, tipo comprar uma roupa, ir numa loja, ir no banco, fazer minha matrícula, e foi sendo assim até meus 19 anos, daí minha mãe começou a cobrar de mim independência, dizia não vou mais te carregar no colo, você já tem idade suficiente. E tive que aprender tudo depois dos 19 anos, mas foi muito bom para mim, me libertar, demorou mas consegui. Eu também me achava a menos inteligente das minhas três irmãs, e a que menos as pessoas gostavam, pois eu era muito tímida e insegura, tive problema com sexualidade aos 19 anos qdo deixei de ser virgem, tinha vergonha de mim mesma qdo acaba a relação sexual, pois me sentia impura, suja, depois fui perdendo isso com o tempo, mas demorou, tentei me matar qdo tinhas uns 14 anos, mas era mesmo para chamar atenção, tomei vários Anadores, mas não deu em nada, só senti muito sono e fui dormir, tive várias crises de depressão, os sintomas, eram desânimo, vontade de chorar, e de não fazer nada, ficava muito deitada, mas sempre consegui sai, tomei Fluoxetina, eu fica feliz mas sentia como algo falso, pois depois que acabava o remédio, voltava a tristeza e a insegurança novamente, daí nunca mais tomei, fui saindo dela sozinha e já faz muitos anos que não tenho mais depressão deste tipo. Observação: o meu pai e seus irmãos a maioria sofrem de depressão, hje tenho 32 anos, sou casada, tenho filha pequena, me sinto cansada, ficando velha e burra, estou no trabalho e não consigo me concentrar, e preciso de concentração, e se continuar assim vou perder meu emprego e em vez de me concentrar e trabalhar o fico pensando na ex do meu marido que é mais jovem e mais bonita e mais inteligente que eu, ou fico procurando pensamentos para me deixar triste e desanimada de tudo

R: A sugestão que posso dar é vc fazer uma psicoterapia, no começo com alguma medicação antidepressiva. Pois vc mesma observou que só tomar o remédio um tempo alivia os sintomas mas não resolve esse trauma que pode estar por trás desse quadro.

P: Desejo saber se apenas os jovens desenvolvem distúrbios fronteiriços (borderline).

R: Sim, começa na adolescência e pode persistir até a idade adulta. Comportamento semelhante que aparece na idade adulta é outro problema.

P: Olá... quando tinha uns 5 anos de idade sofri violência sexual por uma mulher... hoje em dia tenho muita dificuldade de relacionamento, sou agressiva e principalmente sou muito medrosa. Tento viver uma vida normal e procuro quase nunca pensar no que aconteceu, já procurei tratamento, porém não me sentia vontade para conversar sobre esse assunto com a minha psicóloga...Tenho crise de choro quando estou sozinha, me sinto péssima, usada, invadida...só que a última crise que tive foi durante uma aula na faculdade que falava sobre o abuso infantil... me retirei da sala de aula e fui chorar desesperadamente no banheiro. O meu problema é que só tenho flexes do ocorrido não consigo pensar até onde foi a violência, quero saber se é possível esquecer ou ter bloqueado essas lembranças, pois eu gostaria de saber nitidamente como foi e o que realmente aconteceu não consigo ver as lembranças com clareza!

R: Você faz muito bem em querer se tratar. A princípio, eu sugiro uma psicoterapia.

P: Eu fui abusada sexualmente do irmão adotivo da minha mãe. Isso aconteceu mais de uma vez, quando era criança, mas não foi muito sério. Sempre tive medo que alguém descobrisse esse fato, por isso guardo segredo até hoje. Após alguns abusos eu comecei a me masturbar, e me sentia culpada quando terminava. Me sentia suja. Depois de um tempo percebi uma mudança na minha vagina, um dos lábios pequenos ficou grande e me deixa super envergonhada. Hoje tenho 20 anos e tenho problemas com relacionamentos. Sou muito tímida, não consigo me deixar envolver. Quando gosto de um rapaz, em duas semanas o sentimento passa. Sou fria, não consigo ser carinhosa. Gostaria de saber se os fatos relacionados tem influência no meu problema de relacionamentos.

R: Pode ter muito a ver sim. Uma psicoterapia pode te ajudar muito.

P: Olá, bem eu sofri abuso sexual na infância por um primo, durante todo tempo que ele morou na minha casa, eu devia ter 3-4 anos quando começou e seis-sete anos quando terminou. Ao lembrar me sinto culpada, na época não tinha noção do que acontecia e até chegava a gostar daquele contato, e me sinto suja, muito suja, por isso. Lembro-me que fiquei até com inflamação, minha mãe me levou ao médico mas não desconfiou de nada. Havia muitas brigas na minha família, meu pai era violento e acabou deixando nossa família por outra. Também ocorreram outros eventos, aos 8 anos um vizinho, pai de minha melhor amiga, me beijou e passou a mão em mim, depois disso me afastei da minha amiga e deixei de freqüentar a casa dela; aos 10, um homem me abordou na rua quando estava voltando da escola, me levou prum canto de uma casa em obra, ele ia amarra-me acho que com barbantes ou cordas mas porém a casa, que ele julgara deserta, não estava e com medo de ser flagrado, ele me deixou partir, sentir medo mas não consegui esboçar nenhuma reação, fiquei como uma boneca, parada, dura, sem dizer uma palavra, na mesma época um professor de geografia também andava me cercando, passei a quase não mais freqüentar a escola, inventava que estava doente e como operei o coração por causa de uma má formação congênita sempre "colava". Aos 12, o diretor de uma minha escola também se insinuou e por isso novamente mal freqüentava a escola e também passei a descuidar-me da minha aparência. Nunca contei a ninguém sobre estas situações, sinto-me extremamente envergonhada e acho que de alguma forma contribui pra que elas acontecessem.
Dos 4 aos 13 anos tinha muitos colegas e acabava me relacionando sexualmente tanto com os meninos e meninas. Aos 14 aos 16 melhorei meu comportamento havia me livrado daquelas situações estressantes, eu era como dizia uma boa menina carinhosa, educada e prestativa apenas muito chorona e muito mentirosa. Porém tudo mudou , aos 17, quis namorar um garoto só que minha mãe não foi de acordo porque eu era muito jovem e podia acabar fazendo coisas não propícias a uma garota pois esta deveria namorar uma única vez e casar virgem, ela dizia ainda que uma mulher so tinha valor se seguisse esse caminho, ora eu disse internamente, que se ela se preocupava tanto se eu tinha um homem ou não por que ela não havia me protegido destes monstros? isso era tão injusto!; além disso minha irmã mais nova cada vez mais se destacava e minha mãe fazia comparações: ela era inteligente, obediente, tirava boas notas e eu era apenas motivo de preocupações; então comecei a sair, a ter comportamento de risco, saia com desconhecidos, bebia até cair, fumava, deixava qualquer cara passar a mão em mim, minha mãe me chamava de vagabunda, me batia, experimentei drogas, me machucava a mim mesma com estiletes , facas. Isto durou 2 anos depois voltei a uma vida relativamente tranqüila, me afastei de todas as pessoas , me livrei dos vícios, voltei a falar com antigos colegas, arranjei meu primeiro namorado, passei no vestibular, arranjei um "bico", passei 2 anos assim porém as pessoas me rejeitavam, me olhavam com nojo, me humilhavam até mesmo minha família, não conseguia ser fiel a meu namorado e nem me relacionar bem com as pessoas. Na minha faculdade, era fácil falar com desconhecidos porém com o passar do tempo quando as pessoas tendem a formar grupinhos, eu acabei sendo excluída e não conseguindo falar com ninguém, meu namorado me deixou por outra e briguei com todos os meus amigos, eu simplesmente não tava mais suportando isso e tentei me matar tomei 20 comprimidos, entrei em coma por 1 dia porém ainda estou aqui. Abandonei minha faculdade, repeti vários semestre. Tenho 25 anos e não sou nada, completamente dependente financeiramente da minha família, não tenho profissão definida, sou um fracasso, acho que eu não devia ter sobrevivido a minha operação na infância pra quê tanto esforço em salvar a minha vida? Minha irmã, que eh mais nova, já se formou, ta trabalhando e fazendo sua segunda graduação. Todos os meus irmão (São 8 irmãos) são úteis e habilidosos com exceção de 2, 1 que é esquizofrênico, e a outra que tem problemas de aprendizagem. Só eu que sou um verme parasita que vive querendo justificativas pra continuar um verme. Ou quem sabe, eu seja como estes meus 2 irmãos louca ou incapacitada pra viver. Então não é melhor a morte do que ser mais um traste humano sem serventia?

R: L., sua história é mesmo muito triste e típica das meninas que sofreram abuso sexual. Você tem razão, outras pessoas que não sofreram abuso têm uma adolescência sem tantas turbulências, estudam, começam a trabalhar e portanto começam a vida adulta em posição de vantagem. Mas você é muito nova. Tenho certeza que com uma boa psicoterapia e em determinadas fases algum medicamento, você muda sua vida para melhor. Te desejo tudo de bom, sinceramente.

P: Oi, tenho 35 anos de idade e preciso de ajuda; quando pequena aos meus 5, 6 anos de idade ñ me recordo ao certo eu sofri abuso sexual, e o agressor era meu pai, e foi assim até meus 12 anos, acredito que só parou porque ele faleceu. sofri muito e acredito ter traumas porque ñ consigo ter atitudes de uma pessoa normal tudo p/ mim esta bem, estou acabando com meu casamento, de uma forma que eu ñ sei explicar eu acabo transferindo meus traumas p/ meu marido , por isto eu preciso de ajuda. me ajuda pois ñ tenho convênio e ñ sei a quem pedir ajuda nesta área , eu já fui em um psicólogo mais achei que ñ tinha nada haver aquilo pois preciso ter com quem conversar e ter respostas,me ajudem obrigado.

R: como vc deve ter lido no site, nos depoimentos e nas perguntas e respostas, abuso sexual na infância costuma provocar problemas por toda a vida. A mulher que sofreu abuso sofre e acaba fazendo as pessoas próximas sofrerem também. O tratamento costuma se psicoterápico e medicamentoso. Não deu certo com esse psicoterapeuta, mas pode dar certo com outro.

P: Desde os 6 anos até 11 anos fui abusada pelo meu irmão quase que diariamente, sou filha adotiva, mas fui saber desta verdade aos 15 anos. Foram muitos baques, preconceitos e brigas presenciei com este dilema familiar. Hoje, sou uma pessoa muito triste, já pensei em suicídio mas o que me controla é que sou noiva tenho confiança no meu parceiro mas não consigo ter libido, toda vez que tentamos algo dói muito. Mesmo com tudo isto dei a volta por cima e sozinha durante a minha juventude melhorei a minha auto-estima e obtive algumas conquistas pessoais. Quero saber se existe algum remédio para este problema em geral?

R: Sim, existe. Abuso sexual na infância pode provocar grandes problemas de personalidade, inclusive Borderline. Mesmo que a mulher não chegue a esse extremo, ela pode sofrer problemas de depressão, ansiedade, instabilidade emocional e (é muito comum) também ter problemas sexuais. O mais indicado é você procurar um bom psicoterapeuta. Talvez no decorrer da terapia ocorram fases de precisar de algum remédio, aí ele vai pedir ajuda a um Psiquiatra clínico. Vc é nova, livre-se disso e viva feliz !

Borderline e Seqüelas de abuso sexual na infância, perguntas, respostas, depoimentos: Pág 1 P 2 P 3  P 4 P 5 P 6 P 7 P 8 P 9  P 10 P 11 A importância da Psicoterapia

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