As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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 Tratamento de Doença de Alzheimer, Atrofia Cerebral, Corpos de Lewy's, Demência, Arteriosclerose 

Alzheimer e outras Demências (Arteriosclerose, Atrofia Cerebral, Demência Vascular) que provocam perda de memória

O que está exposto abaixo vale para quase todas as outras doenças que também provocam perda de memória como por exemplo Arteriosclerose, Demência por Corpos de Lewy, Demência de Pick, Demência Vascular, etc.

Perguntas e respostas

Alzheimer não cura. Porém, o tratamento iniciado cedo pode atrasar a perda de memória em vários anos. Começar o tratamento cedo quer dizer logo nas primeiras manifestações de perda e memória. Achar "que é coisa da idade" não é bom. Não se esqueça também que a partir dos 60 anos, as Depressões e Psicoses de difícil tratamento podem ser um prenúncio de Alzheimer.

Doença de Alzheimer

1) Definição:

Alzheimer é uma doença degenerativa cerebral, que provoca perda de habilidades como pensar, memorizar, raciocinar. A doença é progressiva e se inicia mais freqüentemente após os 65 anos.

2) A causa é desconhecida.

3) Sintomas: a doença é lenta e insidiosa. Os sintomas vão aparecendo aos poucos.

  • Déficit de memória para fatos recentes.
  • A memória retrógrada é a última a desaparecer. Os fatos mais antigos são os que mais demoram a serem "apagados" da memória.
  • Dificuldade para executar tarefas rotineiras.
  • Problemas de expressão de linguagem.
  • Dificuldade com atividades intelectuais, como leitura, cálculos, etc.
  • Desorientação para tempo e lugar.
  • Julgamento prejudicado.
  • Incapacidade para o raciocínio abstrato. Por exemplo: "de grão em grão a galinha enche o papo", para o paciente, significa que a galinha come um grão de milho de cada vez. Ele não consegue interpretar o sentido figurado desse provérbio.
  • Guardar coisas em lugares errados.
  • Não reconhece parentes próximos.
  • Alterações de humor ou de comportamento.
  • Fases de depressão, agitação, psicose, alucinações.
  • Mudanças de personalidade, por exemplo irritabilidade, apatia, labilidade de humor, desinibição sexual.
  • Diminuição de iniciativa e estado indiferente em que fica sentada, deitada, ou andando sem rumo pela casa.
  • Incapacidade para executar atos simples, como se vestir e tomar banho.
  • Incontinência urinária e fecal.
  • A doença pode evoluir entre 2 e 20 anos. Na maioria das vezes a causa da morte não tem relação com a Doença, mas sim com outros fatores ligados à idade avançada.

4) Diagnósticos diferenciais:

Existem algumas doenças que podem provocar sintomas semelhantes ao Mal de Alzheimer:.

  • Neurocisticercose (calcificações cerebrais provocadas pela Tênia, ou Solitária).
  • Tumores Cerebrais.
  • Hemorragias Cerebrais.
  • Arteriosclerose.
  • Intoxicações ou reações paradoxais a medicamentos.
  • Atrofia cerebral provocada por alcoolismo.
  • Síndrome de Korsakoff.
  • Deficiência grave de Vitamina B.
  • Hipotireoidismo e anemia graves.
  • Depressão em pacientes de muita idade. Uma Depressão pode imitar o Alzheimer (antigamente essa Depressão era chamada de Pseudo-demência).
  • Idem para Psicoses em pessoas de muita idade.
  • Traumatismos Cranianos e suas seqüelas.

5) Exames:

Nas fases iniciais todos os exames inclusive a Tomografia e a Ressonância Magnética podem ser normais. Mais tarde, poderá haver diminuição do volume cerebral, indicando a atrofia. Mesmo o Pet Scan e o SPECT, que medem a atividade metabólica cerebral nem sempre estão alterados.

6) Tratamento.

No começo é possível diminuir a velocidade da doença, obter melhora de memória e estabilidade do comportamento (que já teve um parente com Alzheimer sabe como isto é importante).

Atualmente os medicamentos mais eficazes são os Inibidores da Acetilcolinesterase. Vitaminas e  Gingko Biloba podem ser úteis, desde que administrados com a medicação específica). Anti-inflamatórios e a Reposição Hormonal com estrógenos não são mais usados.

Alguns cuidados são úteis:

  • Ambiente calmo e com estímulos positivos.
  • Manter as coisas sempre arrumadas da mesma forma, ambiente conhecido, para evitar desorientação maior ainda.
  • Não deixar o paciente sair sozinho (para ele não se perder).
  • Vida saudável: não fumar, não beber, fazer caminhadas, ter uma ocupação mesmo que rotineira e repetitiva.
  • Exercícios para memória. Por exemplo: palavras cruzadas, contas matemáticas, contar para a família o que o noticiário de TV mostrou, resumir o que leu no jornal, como foi o capítulo da novela, jogos de memória para crianças, etc.
  • Manter uma luz fraca acesa à noite. Se o paciente acordar saberá onde está.
  • Cartão com identificação, nome e telefone de familiares, etc.
  • Tirar objetos de valor da casa. Provavelmente pessoas estranhas ajudarão a cuidar do paciente.
  • Retirar tapetes soltos e móveis baixos.
  • Barras de segurança nos banheiros e ao lado da cama.
  • Cadeira plástica para o chuveiro
  • Caprichar na higiene inclusive oral.

7) Para a família do portador de Alzheimer:

A Doença de Alzheimer não afeta apenas o paciente mas também suas pessoas próximas, que se desgastam grande em termos emocionais, físicos e financeiros.

Repetir muitas vezes os pedidos mais simples, ajudá-lo a se vestir, se lavar, se alimentar, é muito cansativo.

Mesmo cuidadores profissionais (empregadas bem treinadas, enfermeiras, acompanhantes) correm o risco de ficarem esgotados.

Organize bem os turnos, rodízios, feriados, férias. Não tem sentido todos os cuidadores ficarem cansados ao mesmo tempo.

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