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P: Minha filha de 8 anos têm
DDA que foi diagnóstica por um Neurologista, ela está sendo medicada com Dogmatil
mas ela causa aumento ponderal, e em 15 dias ela engordou 3KG. Existe alguma
medicação que substitua o Dogmatil e não cause aumento ponderal?
R: Mas porque uma criança com
diagnóstico de TDAH está sendo tratada com Dogmatil e não com Ritalina ?
P: Meu nome é
Mônica, tenho 28 anos e 2 filhos um de 10 anos e uma de 2 anos, venho
enfrentando uma batalha para educar meu filho de 10 anos, mas não estou
conseguindo, por isso peço ajuda de vcs. Ele vem
apresentando um comportamento totalmente inadequado. Ele já fez tratamento
psicológico por 3 anos, foi diagnosticado como hiperativo, porém, seu
comportamento vem se agravando gradativamente, não tem amigos, difícil a
convivência, na escola não deixa a professorar dar aula, a professora começa
o exercício ele já dá a resposta não consegue copiar nada da lousa, não
pode ficar sozinho porque apronta contra ele mesmo, uma vez colocou fogo para
fazer um balão subir e queimou a testa, semana passada estava tentando escalar
do quintal até a laje com uma corda. Na escola acham que ele é " bipolar
" porque vc acaba de falar ele esquece, não se concentra, está agressivo,
ao mesmo tempo é amável. Não sei mais o que fazer, preciso de uma ajuda,
ajudem salvar meu filho, não quero perde-lo para o Mundo
R: Olá Monica, sintomas
como estes que você relatou são bastante inespecíficos nas crianças que
apresentam algum tipo de sofrimento emocional ou psíquico, mas com certeza
merecem muita atenção pois podem definir o curso da vida desta criança, com
relação ao seu futuro.
Somente uma avaliação é capaz de estabelecer o correto diagnóstico e, a
partir daí, o tratamento mais adequado. De qualquer forma, tanto a
hiperatividade quanto o transtorno afetivo bipolar são alterações do
funcionamento de determinadas áreas cerebrais. Na maioria das vezes, necessitam
de medicações para que o reequilíbrio seja restabelecido. Dra. Susan Mondoni
P: Uma criança de
7 anos hiperativa deve saber que ela é hiperativa?
R: Lucileny, sim
ela deverá saber. Porém, a informação deverá partir dos pais, e se for o
caso, com a ajuda de um profissional. Se vc é a mãe ou profissional,
informe-se primeiramente para saber responder às perguntas que poderão surgir.
Uma criança hiperativa, poderá apresentar vários problemas entre eles: de
sociabilidade, de aprendizagem, entre outros e isso causa sofrimento a ela. É
importantíssimo a criança saber de suas limitações, mas principalmente de
suas potencialidades e ser reforçada nisso. Enfatize sempre o que a criança
tem de melhor, se possível, ajude-a no fortalecimento de alguma habilidade que
ela desenvolva bem. Será muito bom para a auto estima a criança ser muito boa
em algo, seja na vida acadêmica, no esporte, na vida familiar, ou na social.
Com carinho e palavras simples a criança terá condições de assimilar o que
significa hiperatividade e com orientação lidar com isso da melhor forma. Boa
sorte, Ivonete Garcia
P: Boa tarde! Sou
brasileira e vivo em Portugal. Tenho um filho que irá completar 4 anos no dia
30/09, e foi diagnosticado como hiperativo. O histórico dele é meio confuso.
Com 7 meses não parava quieto, e começou a engatinhar. Andou com 1 ano, e
sempre teve problemas para dormir. Com 27 meses foi diagnosticado um problema de
audição. Foi operado às amígdalas, adenóides e colocação de tubo nos
ouvidos (otite serosa). Logo em seguida começamos a perceber que o que pensávamos
que era em conseqüência da audição continuava, ou seja, agitação,
dificuldade no aprendizado e relacionamento, e atraso da linguagem. Levamos a
uma pedopsiquiatra, que diagnosticou atraso de desenvolvimento global e sinais
de autismo. Começamos o tratamento. Após um ano de tratamento percebemos
melhora em seu desenvolvimento e os sinais de autismo já tinham diminuído
bastante, mas ainda assim continuava irriquieto. Devido a idade foi medicado com
Risperidona (começou com 0,25 mg, manhã e noite, e agora toma 0,75 mg manhã e
noite). Senti uma grande melhora em seu comportamento. Estava mais concentrado,
mas continuava irriquieto. Em maio deste ano, em uma visita ao otorrino,
descobrimos que ele estava novamente com problemas de audição (sua fala
continua com atraso), então foi novamente operado para colocação de tubos. De
lá para cá, tem desenvolvido melhor a linguagem, mas mesmo com a Risperidona
continua irriquieto, atrapalhado, e quase sempre sem concentração. A médica
então resolveu medicar-lhe com Ritalin, mas ,a partir dos 4 anos que serão
completados na próxima semana. Ele teve um aumento de peso muito grande com a
Risperidona (está com 113 cm e 27 Kg).
Minha dúvida é: é possível diagnosticar hiperatividade com menos de 4 anos?
A Ritalina pode ser tomada em crianças com esta idade?
R: Sim, é
possível. Havendo genética, não havendo doenças neurológicas nem problemas
familiares que pudessem causar a hiperatividade, o diagnóstico de TDAH é
possível sim. E Ritalina aos 4 anos idem.
P: Minha dúvida diz respeito a
duas doenças que me parecem opostas. Uma criança que apresente hiperatividade
e Hipotireoidismo. Como ficam os sintomas? E a medicação? Aguardo resposta.
Obrigada.
R: Não são nem opostas. São
duas doenças completamente diferentes, que acometem órgãos diferentes, com
sintomas diferentes e tratamentos diferentes.
P: Gostaria de
saber se é possível uma criança de 5 anos, agitada e impaciente, que
apresenta tiques freqüentes há mais de um ano ser apenas hiperativa,
hiperatividade pode desencadear tiques? Ou melhor dizendo: tique é um sintoma
de hiperatividade? Ou ainda, hiperatividade e TOC podem aparecer juntos?
R: Pode ser
Hiperativa sim e pode ter tiques (Tourette).
Existe comorbidade entre as duas doenças.
P: Olá, tenho dúvidas
sobre deste tema hiperatividade e déficit de atenção, pq meu filho tem 8 anos
e obtém esta síndrome se é q dá p/ chamar assim. A minha dúvida é a
seguinte: desde os 4 aninhos foi constatado por um neurologista q era meu filho
era hiperativo e assim passou a tomar Ritalina, ocorre q esta droga não o
deixava comer, fiquei desesperada, no começo não achava q a falta de apetite
vinha do medicamento. Após 2 anos, o levei para um psiquiatra o qual retirou a Ritalina
e começou a fazer um tratamentos base de Risperdal a noite e Daforin de manhã,
constatando o hiperativismo, ansiedade, e déficit de atenção. Hj meu filho
come muuuito bem, depois disso passou a ser uma criança normal no quesito
gordura, tem o peso normal de uma criança de 8 anos. Mas como meu filho ainda tende
a ter falta de atenção, este psiquiatra achou melhor para seu desempenho
voltar a usar a Ritalina só nos períodos de aula, 1 comprimido após o almoço,
durante os dias de aula e não tomar nos feriados e final de semana, até aí td
bem. Acontece q conversando com meu irmão, ele disse q viu reportagem com o remédio
e se falou nesta reportagem q a Ritalina provoca vício em psicotrópico (mais
precisamente cocaína) e que daqui uns anos qdo chegar na fase adulta ele terá
grande propensão em ser viciado em cocaína. Isto me deixou preocupada e
querendo saber se continuo dando a ele o medicamento ou não. Desde já
obrigada!
R: Olá Elizângela,
a Ritalina somente tem potencial de abuso para adultos e, principalmente, para
aqueles que não tem de fato o diagnóstico de TDAH. Portanto, fique tranqüila.
Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni.
P: Gostaria de saber o que leva um profissional a optar entre o
Concerta e o Ritalina, uma vez que o princípio é o mesmo (Metilfenidato). Uma
criança que acaba de perder o pai drasticamente, tem maiores tendências à
depressão? Por isso a dose do Concerta foi aumentada de 36 mg, para 54mg?
R: Miriam, a
opção depende de muitos fatores: experiência do médico, carga horária,
disciplina, capacidade financeira da criança, risco de abuso, etc. São muitos
fatores. Se uma criança que perda o pai pode sofre de depressão, sim. Um dos
desencadeantes de depressão é uma perda afetiva importante. Aumento da dose:
pergunte ao médico que aumentou.
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